quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Já BASTA sim???

Estou mesmo a passar-me com isto tudo!
Parece um complot contra mim... Não, não acredito muito nisso. Mas que parece, parece.

Há cerca de 4/5 semanas atrás, andei doentissíma, pensava eu ser do sistema nervoso, quando depois de fazer o Exame de CA II e ter reprovado, pois claro, descobri que tinha sido um virus.

Depois foi mais semana com perda de aulas, devido a eu própria ter transmitido o dito à Mel.

Depois na outra semana foi a vez do morzão ser operado e perdi mais uma semana de aulas e mais um exame.

Agora foi a Mel que ficou doente novamente, perdi mais uma semana de aulas, mais um teste e tenho um trabalho que não sei se conseguirei fazer, pois não sei se poderei ir ter com o meu grupo de trabalho, uma vez que o meu sobrinho, que adoeceu ontem com o dito, foi para casa da minha mãe, onde eu ia deixar a Mel, para poder fazer o tal trabalho. Contudo deixar a Mel, juntamente com o primo, não me parece, porque tenho receio que ela fique novamente doente. E de doenças já lhe chegam!!!! Sei que pode apanhar este problema em qualquer sitio, e não é essa a questão. O médico é que me pediu, que evitasse mais contágios e resguardasse a menina.

COM ISTO TUDO...
Tenho passado o semestre entre hospitais, com a familia doente (e isso sim é que me preocupa mesmo muito), pedidos de desculpa aos professores, pedidos de cópias das aulas às colegas (que já nem devem acreditar me tanta desculpa junta...)!!

POR ISSO...
Já CHEGA.
Quero poder terminar o meu curso. Estou farta e cansada de andar de noite (quando posso) a fazer tantos sacríficios, para depois ser impedida de realizar e obter resultados.

Quero ter tempo, disponibilidade para alançar o sucesso nas disciplinas, atingir o objectivo a que me propus e acima de tudo muita saúde para minha família e para mim própria.
Haja alegria :)

domingo, 16 de novembro de 2008

Resgate de mim.

Nestes últimos tempos dei por mim a perguntar-me:
Hey... onde andas? Como ficáste assim? Amorfa, ostrizada, silênciosamente despida de ti?
E heis que me encontro numa qualquer frase escrita aqui do meu livro da vida, transformada em recordações. A jovem destemida. A jovem fortelecida. A mulher exigente. A mulher que ...
Depois veio este silêncio. Este deixar que a vida percorra a estrada da minha vida, por mim, que me limito tão só a segui-la. Já não respondo a provocações. Já nem incomodo com piadas sobre mim. Já...
Será a maturidade da idade que avança e me cobre, despindo-me de sentimentos desnecessários? Ou será apenas, cansaço de lutar constantemente sobre um mundo, que aos poucos me aprisionou?
Será que já nada preciso de provar, porque a mim própria já tudo provei? Ou será porque, estou imensamente cansada e já não desejo responder?
E afinal porque insistimos em nos magoar mutuamente, seja por silêncios, seja por meias palavras, ou por palavras inteiras? Seja por risos, ou sorrisos? Ou serão lágrimas? Não sei. O ser humano, tem esta imensidão de sentimentos. Passamos por tantas transformações. Absorvemos tantos valores. E depois mesclados no nosso ser, ficam emoções nem que sempre se vivem da melhor forma. E há o afastamento. Umas vezes por desinterese. Outras por mágoa, outras por inveja?! se é que este sentimento existe na realidade. Não me identifico muito com ele, e nas minhas amizades também não o sinto vivido. Por isso fiquemos talvez pela essência da vida. Afastamo-nos, porque sim. Porque vivemos vidas próprias com ritmos diferentes. Sentimos necessidades iguais em períodos distintos. E contudo, estamos sempre presentes quando precisamos e precisam de nós. Mas é isso a essencia da verdadeira amizade?
E eu? Onde estou eu? Os meus pedacinhos?
Hoje decidi fazer o resgate de mim. E apercebi-me que ao contrário do que acontecia anteriormente, dou comigo muito mais exigente em relação aos outros e aos seus sentimentos por mim. Apercebi-me que não tenho o dever só de dar, mas também o direito de receber. E acima de tudo, limito-me à minha sinceridade mais sincera. E falo. E exponho. E reclamo. E enfrento. Como outrora o fizera. Sim. Sempre fui directa e ferozmente verdadeira. Até demais. Hoje consigo, penso eu, conciliar estes dois mundos.
Queres de mim? Dá-me também. Não... não. Nada de confusões. Não falo no plano material. Mas no outro transcendente. Naquele carinho sincero. Naquele gesto amigo.
Eu estou aqui. Nem sempre estive aí. Mas hoje... HOJE estou aqui. Para quem me quiser ouvir, para quem me quiser falar. Mas nunca para quem me quiser magoar.
Enfretamos as lides com respeito. Sejamos sinceros. Para quê usar palavras falsas, quando o quotidiano a nós nos mostra a verdadeira essencia de nós?
Mentir? Provocar? Aldrabar??
Para quê? Qual a necessidade de...??
Ontem fui para a Escola Superior a fazer um trabalho em grupo. Inevitavelmente, extrapolámos para outros assuntos. O que fazer quando nos desejam mal? Costuma-se dizer que não acreditamos nelas, mas que las há, las há. Eu dizia... "disparate... quem é que tem interesse em nos desejar mal?"
"Tantas pessoas, diziam elas. " no gozo comigo. :)
"Acham?? Mas isso está resolvido. Quem nos deseja mal, também não deve ter muito interesse, porque depois tudo isso se inverte."
"Como assim?"
"Então segundo esta lógica, desejam-nos mal. A vida começa-nos a correr mal e pronto. Mas quando se deseja mal é porque estamos com sentimentos negativos não é verdade? Então... essa carga negativa também envolve a pessoa que a sente... Por isso a meu ver não tem lógica. Inveja, e desejar mal..."
"Pois, mas..." E lá continuaram...
"Olha sabem que mais, têm que ler aquele livro "O segredo". Eu já o li. E aprendi que ninguém deve desejar mal, ou qualquer outra coisa... mas para compreenderem melhor, leiam o livro :)"
E lá foram as colegas com essa na manga.
Agora sinceramente: desejar mal? inveja?? Não sinto isso nos outros em relação a mim. Nem eu em relação aos outros. Temos por vezes momentos de fraqueza em que eventualmente isso até pode passar nos nossos pensamentos. Mas como já aprendi, recupero depressa a minha forma de estar: quero ser feliz e vou ser feliz. Desejo tudo de bom para mim e para todos os que me rodeiam. Por isso escrevo o que vivo, vivo o que escrevo. Falo o que sinto, sinto o que falo. As minhas palavras a mim pertencem. A minha vida, sou eu que a vivo. As minhas mentiras serei eu que as sinto. Por isso me pergunto, vale a pena mentir? NÃO.
Sinto-me liberta finalmente, porque de mim me livrei. Sinto que posso voar e alcançar o sol, ou apenas o seu raio.
Hoje estou aqui. Sim aqui. Fazendo, alcançando e resgantando-me mim.

sábado, 11 de outubro de 2008

Esta crise que não passa...

... mas que vai ter que passar.
Estamos no meio de uma enorme crise. A mais grave dos últimos anos. 20 Acho eu.
E se chegámos aqui, a verdade é que não se sabe para onde vamos. Faz sentido sentirmos medo. Nós o povo depressivo da Europa. Nós os consumidores de medicação para a ansiedade, depressão, etc. Nós que estamos em primeiro lugar de todas as estatísticas piores. Enfim. Mas o incrível é que nós nos estamos a aguentar. Eu acredito que sendo um pequeno país, esta crise financeira terá menores repercussões. Por isso vamos ter calma. O momento é de pânico sim senhor, mas nem para todos. O comum dos mortais, não deve recear perder as suas economias. Este pânico generalisado, deve abranger mais os grandes investidores. Aqueles que tendo titulos de investimento, com grande investimentos. É disso que se trata. O nosso país já afirmou que as poupanças estão salvaguardadas. Por isso calma. Não vamos criar uma situação gigantesca e desproporcionada, tirando todo o nosso capital do banco e descapitalizando os bancos. Isso sim seria CATASTRÓFICO. Vamos ser optimistas. Embora o momento não seja para grandes nem pequenas ilusões. O preço das matérias primas essenciais teve o seu ponto máximo em março deste ano- acho eu, mas neste momento caiu quase para metade, contudo no consumidor final, essa descida não se reflectiu. O preço do pretóleo está sempre a cair, mas no preço do consumidor não se verifica(http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id= 335252) . As taxas de juro do banco central europeu estão a 4,25% (os bancos pagam esta taxa de juro ao BCE), nós pagamos a 5,17% (aos nossos bancos). Isto porque os bancos estão a manter o dinheiro cativo neles próprios e não emprestando a outros bancos, o que faz com que auto-finaciem com o dinheiro que resulta da diferença entre as taxas. OU seja. É tudo nós. Mas há que salientar, que esta não é uma situação vivida só por Portugal. É uma situação em larga escala. O que já fez originar, a possibilidade de o BCE, criar um Decreto Lei, com a intenção de manter taxas fixas (por ex na euribor), fixando estas às verdadeiras % da taxa de referência. Esta situação é única. É dificil de concretizar, mas pode acontecer a qualquer momento. Isto porque o BCE tem duas "obrigações" uma controlar a taxa de juro (que tenta através da subida constante das taxas de juro) e outra é de criar economia (o que não tem acontecido, porque tem sido preterido, pela inflação). É por todas estas situações, ditas de emergência, que estão a obrigar a grandes e dificei soluções, que eu acredito, que apesar de a crise estar aí e até poder demorar a ser controlada, que a mesma irá aos poucos desaparecer, porque neste momento estão todos atentos, a...



nsioliticos,

domingo, 5 de outubro de 2008

Ás vezes...

... tudo parece desmoronar.

Ontem tive mais um daqueles telefonemas incómodos. Eu soube assim que o ouvi que as coisas não tinham sido como me contaram. Uma pessoa amiga, de quem gosto muito, tentou partir deste mundo pelas suas próprias mãos. Mãe do Céu. Mais uma. Ficou a pessoa a ser seguida no hospital, claro. Mas que raio de mundo é este? E esta droga desta crise que não passa?? Está a desfazer famílias. Já nem sei o que dizer.
Depois de falar com a pessoa, expliquei-lhe que não se podia dar ao "luxo" de desaperecer assim da nossa vida.Que precisamos dela. Que a f. precisa dela. Mais que ninguém. Depois lá me explicou que a pressão estava a ser demasiada. E como sempre, do fundo do meu coração eu compreendi. Mas não aceitei aquele acto desmedido. Chorámos juntas. Claro que sim.

Ontem também recebi um telefonema da minha sogra a dizer que se estava a sentir, muito sozinha e carente (tinha a tensão a 17/9), mas depois baixou um pouco. Como eu queria estar com ela, pedi-lhe que viesse para perto de nós na nossa casa. Mas ela diz que primeiro tem que ter mais forças e que depois virá. Sei que vira. LOL. Acabámos por rir um bocadinho, que bem precisávamos.

Mas apesar dos apesar, continuo com fé e optimista que os meus dias irão ser infinitamente melhores. Que as páginas que irei virar no livro da minha vida, serão de felicidade e optimismo. Sei que vamos voltar a sorrir todos juntos. Porque o amanhã é infinitamente melhor e muito melhor, que o meu hoje.
F.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sem titulo

Já nem sei que titulo hei-de dar.
A minha vida está um caos. São tantas as flechas que nem sei para onde me desviar.
É a minha mãe com uma crise existêncial. Quer o que não quer, e não tem o que tem. Está sempre a colocar a situação da Mel, em ponto de interrogação. Num momento quer ficar com ela, noutro não quer. Quer ir trabalhar. Se a Mel fica de noite com ela, diz que arranja um trabalho de noite, se a menina vai de manhã, diz que arranja um trabalho de manhã. Se lhe digo que a tiro de lá, entra em ansiedade e pede-me por tudo que ela fique lá. Só sabe dizer que não é feliz com o meu pai. Enfim, uma vida em desagrado. Já não sabemos o que lhe havemos de fazer. Pobre pai. Que tem os seus defeitos, mas que também já não sabe o que lhe há-de fazer. A verdade é que como casal não funcionam e na verdade nunca funcionaram. Enfim.

É a situação do L. que não se resolve. A consulta foi adiada. Ele já está em ponto de saturação. E torna-se impaciente. O que origina a que quando tenha que resolver algumas situações as faça sem ter a cabeça assente, o que depois despoleta situações mais complicadas para nós.

Foi a morte da minha tia.

A Mel caiu e ia partindo um dente. Um enorme susto. Sangue por tudo onde era sitio. E eu aqui sempre sozinha. Mais pareço uma mãe solteira.

As taxas de juro que não páram de subir. Andam aí meia dúzia de fulanos a prejudicar as nossas vidas, com decisões mal tomadas e nós a ter que levar com isto tudo.

Estou farta. Estou cansada.

QUERO: paz, sossego, estabilidade financeira e emocional. E muita saúde.

Até já.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

28 Setembro 2008

Nas nossas vida há sempre figuras que nos marcam. Pessoas que por um ou outro motivo, ficam para sempre como sendo nossas. Na minha vida tive várias figuras maternais. A minha avó. A minha mãe. As minhas tias. Duas delas. Uma do Alentejo, outra daqui. Ora a minha tia daqui, foi sem dúvida um elo importante, no meu nucleo familiar. Sem dúvida uma outra mãe. A mãe onde passava tardes inteiras na minha infância. Onde aprendi a gostar de tanta coisa. Onde sentia paz e sossego. Onde brincava com as suas filhas, as minhas primas. Enfim... com o tempo afastámo-nos. Eu afastei-me. Dizia eu que não tinha tempo. E na verdade não tinha. E é com isso na consciência que hei-de viver. Ela teve tempo para mim, mas eu não tive tempo para ela. E ela disse-me. Um dia. Um dia que já lá vai e que não voltará. - Hoje não tens tempo, mas quando eu ou o teu tio fechar os olhos, terás. Mas ai já não te veremos.
E esse dia chegou. E estas palavras veem vezes e vezes sem conta à minha memória. Hoje ela não me Vê. Hoje eu choro a sua ausência, lembrando a mim própria que tinha outras prioridades, coisas que pareciam tão coerentes e que agora já não me parecem assim tão importantes. Não importa o quê, importa é que eu não estive lá. Hoje o meu tio sofre. Claro que sim. Aquela tia era um rochedo. Tanto era que tudo dependia dela. Ela ajudava-os a todos.
E morre-se assim...
Num dia andamos a passear felizes a fazer planos, a tomar decisões...
No outro... bem no outro. No outro vem um ataque de tosse fortissimo e máta-nos sem dó nem piedade.

A tia A.M. morreu. Dizemos ao telefone. Como? Não pode ser...
E chegamos a receber telefonemas, para confirmar se realmente era verdade. Isto mostra-nos o quão forte e firme era ela. Assim. Tia... se eu pudesse. Sei que de nada agora vale. Mas com as minha atitudes vivo eu. E sou eu que viverei a pensar no tempo que não tive ou não quis ter. Sim porque quando se quer, esse tempo chega para tudo.
Lembro-me de tanta coisa, mas o que mais ficou, foi o seu chocolatinho quentinho. A sua enorme paciência e dedicação. O seu amor, por mim, quando eu parecia nunca ir tê-lo. Mas infelizmente a vida também me transformou assim. Despegada de tudo. A acreditar que para tudo iremos ter tempo. Quando na verdade não somos nada. Somos apenas aquilo que vivemos no dia a dia.
Teve uma morte sem muita dor. Um ataque de tosse. Um desmaio. A mão do tio e da prima por perto. E deixou-nos assim. Como pode a vida, atraiçoar-nos com uma coisa tão banal?
Então tossimos e morremos?
Só isso?
Não somos nada.
A si, que não ouvirá, mas que sempre soube, que foi uma das figuras mais centrais na minha vida. A si... prometo que irei ter tempo para o tio, porque infelizmente, para si já precisarei de ter.
Fátima.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Estava eu tão feliz...

... que depois nem sei como me aguentei, com tudo por o que passei.
A Melzita, fez uma faringite e ficou na UICD 18 horas a soro. Chegou a fazer raios de sangue nos vómitos, porque estes estavam incontroláveis. E tudo aconteceu assim de um momento para o outro, sem qualquer espécie de aviso. Depois fez urticária e não conseguia dormir devido a isso. Agora está a ressonar e por vezes acorda, pois sente algumas dificuldades. Está tão magrinha, mas muito alta. Minha riqueza. A dor que isto me dá. A semana de férias do pai, foi toda a tentar recuperá-la. Mas felizmente a minha princesa já se apresenta bem.
Mostrei finalmente os meus exames à médica, e ela explicou ao meu querido esposo que está tudo bem. (Eu não pude ir à consulta, porque estava na UICD com a Mel.)
Sobre estas dores que sinto, ela diz que só evitanto/ controlando a quantidade de gordura que ingiro, é que é as deixo de ter. Contudo no domingo repeti a dose. E doem tanto. Como doem!!! Vão ter que passar também... é uma ordem... :)
Fomos ao jardim zoológico e a criança amou de paixão.

domingo, 17 de agosto de 2008

Sim sou feliz.

Ás vezes pergunto-me se sou feliz e neste preciso momento, posso dizer:
SIM SOU FELIZ!!!

3 º Ano

aqui vou eu.
É verdade, todos os sacrificios foram compensados.
Lembram-se de empreendorismo?
Tive 16! Yesssssssssssssssssssssss!

Na na na na... 3º ano aqui vou eu.
Estou quase, quase a ter o cartuxo na mão!

Comecei a ler o livro:
PS Amo-te
Parece-me muito simpático, vamos ser se vou gostar

domingo, 29 de junho de 2008

Infértil eu??

Quando casei em 1990, no auge dos meus 20 anos estava longe de pensar no que me estava prestes a acontecer.
Sempre fui saudável. Nunca tinha tido graves problemas, portanto além de casar muito nova eu queria ser MÃE muito nova. Tomei 3 meses a pilula, mas o médico desaconselhou-ma. Óptimo. Eu queria ser mãe. Aproveitaria este revés e iniciaria a minha viagem, que me levaria ao paraíso depois de passar por tantas tormentas.
Na lua de mel comecei a sentir, alguns problemas. Fiz exames e mais exames e nada. Durante um ano, os sintomas vinham mensalmente, dolorosos. Intensos. Diagnósticos? Nenhuns.
Vim depois descobrir, que tinha uma infecção, causada por uma bactéria que se alojava no sangue e cujos sintomas eram infecções urinárias mensais. Por isso nada acusava nas análises à urina. Só um ano depois ma descobriram. Dores mais que muitas.
Bem, como na altura era considerada uma doença crónica, fizeram-me um tratamento a mim e ao meu esposo (fora ele que me infectara) e lá começámos a treinar para a gravidez. Mas esta doença causava danos nas trompas e a equipe médica começava a desconfiar que poderia ter sérios problemas nesta área. Para mim não foi um choque, foi antes sim um alívio, porque finalmente fora descoberto o motivo, da minha não gravidez. Contudo após seis meses, nada fora resolvido. Fui ameaçada no trabalho, de que se faltasse mais vezes para este mesmo assunto, iria ser "despedida" - estava ba altura a fazer um estágio profissional numa prestegiada empresa portuguesa. Falei com o maridão. Ele disse que se o meu desejo era ter filhos, então, o estágio não importaria. Apesar de estar na empresa XPTO e que em termos futuros, me daria um bom curriculo.
Bem. Com tanto impasse, fui a um Médico no Montijo - Dr. Tormenta, que me explicou todos os pormenores, inclusive os estragos que provavelmente já teriam ocorrido em mim. Filhos?? Muito complicado, mas possível.
Entretanto outros sintomas aparaceram. Falei deles à minha médica que entretanto me passara para consultas médicas no hospital. Ela não queria acreditar que estava com esses sintomas e eu vim a descobrir, que seria mais uma revés para uma gravidez.
Descobriu-se que eu tinha endometriose ligeira. http://www.gineco.com.br/endometr.htm
Participei num estudo, em que as minhas análises eram enviadas para a Suiça (acho eu) para se ver a evolução do tratemento. Seis meses de menopausa induzida - http://www.lincx.com.br/lincx/saude_a_z/saude_mulher/endometriose.asp
O que é certo é que fiquei sem os sintomas. Fiz histerossalpingografia, http://www.unifesp.br/grupos/rhumana/hsg.htm e foi diagnosticado lesões ao nível das trompas, mas que a médica esperava ter resolvido, de forma a que pudesse engravidar.
Ela dizia-em sempre que iria engravidar até aos 25 anos. Para mim começava a parecer ser um milagre. Bem comecei a tomar Dufine e a fazer os mapas de temperatura.
E aos meus 25 anos engravidei pela primeira vez. A minha irmã estava grávida e com riscos de aborto. Mas esta gravidez iria correr-lhe bem e nasceria o meu menino o Diogo (ela já tinha perdido dois filhos um ao 3 mês de gestação, que só lhe fora tirado uma semana depois de o saber sem vida e uma menina a nossa Joana Sofia, que nascera de 5,5 meses de gestação, com as dimensões da Barbie, que fora dada como morta à nascença, mas que quando a minha mãe se preparava para ir tratar do funeral a descobrira viva -a minha irmã teve a noticia da morte da filha duas vezes!!!! - Assim Joana sobreviveu 3 semanas, nas quais a minha irmã foi para Almada todos os dias, mas acabaria por falecer devido a multi-falhas.). Bem lá estávamos as duas no nosso estado de graça, mas com poucas esperanças. Fui vista pela médica 2 dias depois da noticia, que me informou que provavelmente iria perder o bebé até quinta feira seguinte. O meu mundo desmoronou. Entratanto piorámos as duas e demos entrata no bloco de partos, numa vil coincidência. Ela conseguiu superar o bebé, e eu fui para casa, para deixar que a natureza prosseguisse o seu papel. Ás 17.00 horas de quinta feira, perdi o meu bebé, a mais dura das dores. Fui ao hospital e disseram-me estar tudo bem, afirmaram que eu estava limpinha e que não precisava de raspagem. Tivera um aborto espontâneo - http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3353&ReturnCatID=690 . Contudo no domingo o meu marido insistiu que eu fosse com ele sair, porque começava a entrar em depressão. Sai, sem vontade e meia hora depois as dores começaram a repetir-se, por volta do meio dia, perdi um embrião. Revoltada fui ao hospital, queria saber respostas, respostas que não me foram dadas. Voltei vazia de mim mesma. Esperei então os 3 meses e voltei à carga. Novas induções a Dufine, novos mapas e gravidez nada. Aos 27 anos fiz uma laporoscopia desta cirurgica - laporoscopia diagnostica p://www.clinicadrmarcelofaria.com.br/Laparoscopia.htm desta vez, removi um mioma pequeno, e descobriu-se que a trompa direita estava melhor que a esquerda, por isso poderia continuar a tentar. Por volta dos meus 28 anos, e já com mais 2 abortos espontâneos não oficiais, porque embora tenha guardado os embriões a médica disse-me que como passara 48 horas estes já não podiam ser observados - ela não estava no hospital e eu não tinha coragem para ir lá com este assunto, uma vez que na altura reinava o Pacto do Silêncio e não erámos compreendidas, optava por esperar até segunda e mostrar-lhe a ela. Depois de perder os embriões ficava sempre bem, porque a natureza expulsava-os completamente. Completamente descrente optei por não tomar mais nada e tentar esquecer o assunto. No dia do meu 28º aniversário, os familiares perguntaram-me se estava grávida. Impossível disse eu. Não tomei os medicamentos e tive o período. 15 dias depois tive hemorragias. Estava no Alentejo a trabalhar. Fui ao hospital. Resultado: gravidez. Chorei. Chorei com tanta alegria, mas o médico pensava que era de tristeza e que não queria o meu bebé. Foi duro comigo. Só lhe consegui dizer que andava em tratamento de infertilidade mas que tinha parado, e que tudo o que mais queria era aquele bebé e que jamais faria algo contra ele. Más impressões à parte, foi depois o meu melhor amigo no mês seguinte. Perguntei-lhe se esta era uma gravidez psicológica, ao que ele me respondera que não. Que era bem real. Procurou o bebé, mas não o encontrou. Ele estava na trompa direita por bem perto do ovário. Eu estava a ter a minha 1ª gravidez ectópica.http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?220 . Chorei. Agora de dor. Dei a noticia ao meu marido, que aguardava noticias desde as 17.00, eram 21.00. Chorámos os dois a nossa dor, à distância de um telemóvel. Foi duro. Tanta expectativa para nada. Quis ir para casa. Não tinha consciência do perigo, mas permaneci no hospital durante um longo mês. Sai de lá sem o meu bebé (pelo qual eu estava disposta a dar a vida, mas o médico negou logo semelhante pensamento, pois o desenvolvimento do bebé não era viável. Mil vezes tinha preferido morrer, do que ficar sem ele.) e muito abaixo psicologicamente, porque no meu quarto, 4 dias após a operação (de barriga aberta, pois as condições eram fracas) que me tirara a trompa e o bebé, foi para lá um recém nascido, o que abalou o meu auto controlo. O médico chegou no exacto momento em que esse descontrolo aconteceu. Chorei, chorei, chorei e já não conseguia dizer nada. Apenas chorar. Ele deu-me um sedativo e quando se apercebeu do que acontecera, deu-me alta, porque eu já me encontrava bem e chamou desumanas às enfermeiras que tinham criado aquele episódio. Sim temos que nos preparar para encontrar grávidas, mamãs e bebés. Mas ali naquele quarto, onde tudo acontecera? Onde passara por 3 semanas, a desejar que um milagre fizesse sobreviver o bebé e depois foram arrancado de mim? Onde apenas existiam 4 paredes e o mundo lá fora parecia quase irreal? Onde todos os dias, me mandavam ter cuidado porque a situação se podia complicar e eu morrer? Ali eu não consegui superar a minha dor. Precisava do meu mundo real. Contudo sai dali a pensar: e se eu tivesse morrido? O que é que era importante para mim realmente? Aquele mês mudaria para sempre a minha vida. Saí dali com o diagnóstico de que não deveria tentar uma próxima gravidez, porque a trompa esquerda estava em muito mau estado. Nova Histerossalpingografia para avaliar os estragos e fui mandada para o HSM. E lá começou um novo ciclo. Fiz uma Inseminação http://www.aborto.com.br/inseminacao/index.htm, da qual resultou mais uma gravidez. Desta vez não fiquei feliz, não consegui. Comecei a perder sangue e fui ao HSM, onde a médica desvalorizou as percas, mas depois da minha insistência mandou-me fazer uma eco dizendo-me que era muito pouco provavel que uma mulher passasse por duas gravidezes ectópicas. Lá fui fazer a eco, e não foi encontrado o bebé no útero. Pedi à técnica que observa-se a minha trompa esquerda, próximo do ovário. E lá estava o meu bebé. Com o seu coraçãozinho a bater. Chorei. Desta vez sabia o que me esperava. Voltei à médica. Marcou-me a Laporóscopia cirurgica para remoção do embrião, lamentando este acontecimento, e dizendo-me que iriam conseguir salvar a trompa. NÃO!!! Disse eu. A trompa sai. Não podia. O meu marido tinha que assinar dizia-me ela. Ok. Então vou-me embora. Não quero saber mais deste assunto. É perigoso. Não pode. Falámos, mas não me demoveu. No dia seguinte lá estava eu e o meu marido, para mais uma vez nos ser retirado o nosso filho! Tinha eu 31 anos!!
Sai 3 dias depois com 3 buraquinhos a mais na barriga e um embrião e uma trompa a menos. Aliás, sem nenhuma delas. Morri ali naquele momento. E foram precisos 3 longos anos, para voltar à vida. 3 meses depois fiz a minha primeira FIV http://www.invitrofertilizacao.com.br/ e não engravidei. Nem podia. Dentro de mim nada existia.
O tempo passou. O sorriso deixou de existir nos meus lábios.

Em 11 anos tanta coisa mudara na minha vida!
Tinha sido infectada com uma infecção complicada, que felizmente e com a medicina moderna estava curada, tinha tido endometriose e estava curada. Tinha tido 5 gravidezes, 3 abortos espontâneos (num dos quais perdera um embrião numa quinta e outro no domingo) e 2 ectópicas. Não tinha as trompas. Tinha um desejo enorme de ter um filho.
Foi-me diagnosticado tristeza crónica. Comecei a falar em divórcio. Afastei-me de todos os meus familiares. Estava pronta para partir. Nada mais importava na minha vida. Contudo o maridão, começou a tentar trazer-me à vida. Incentivou-me a entrar na Universidade porque era um sonho antigo, afastado apenas pelo desejo de ser mãe.
E eu tentei e entrei de imediato. Tinha 33 anos. Começou depois a falar num novo tratamento. E embora eu negasse inicialmente, disse-lhe que só tentaria após um tratamento psicológico. Ele aceitou e assim depois de um ano, comigo já fortalicida, rumámos ao HSM e iniciámos uma nova FIV - Meu Deus ainda me recordo. Andava tão nervosa que até me enganei na medicação, tinha que levar 30 doses/ dia de determinado medicamento e só dei 3. O médico ficou admirado de apesar do engano, os resultados serem belessimos.
Estavamos a caminho de um milagre. O nosso milagre de vida. A minha razão de viver. O meu motivo de sorriso. A minha alegria na vida.
E fui abençoada. Tanto por ela, como pelo dom com que nasceu.
OBRIGADO VIDA. OBRIGADO UNIVERSO. OBRIGADO MARIDÃO. OBRIGADO FILHA. OBRIGADO MEU DEUS.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

E o inédito aconteceu!!

... pela primeira vez, assisti à greve dos consumidores! O posto de uma reconhecida marca de gasolina, que é muito frequentado aqui na minha zona, estava às moscas.
COSA MÁ LINDA!!
Inquiri o empregado e ele diz que sim, que se fala em greve, mas que ainda não tinha dado por nada. Curioso eu dei. E só lá fui mesmo, coisa que nunca faço, pk não tinha mais gasolina e tinha o carro carregado de coisas, e a Mel para ir buscar.
VIVA PORTUGAL.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Às vezes tudo isto cansa-me.

Sim. E vou falar sem falsas pretensões. Grito aqui abertamente. Porque gritar me apetece. Ontem aconteceu-me mais um daqueles episódios caricatos, que de vez enquando me acontecem. A propósito de eu frequentar as aulas, da forma como posso, acho que isso anda a incomodar algumas colegas na minha dita turma.
"Mas se já tem dois anos e meio, já devia estar mais liberta de ti."
Às vezes assusta-me este nivelamente social onde todos temos que estar parâmetrizados, de acordo com regras inventadas nesta idade pós moderna. Digo pós moderna, porque depois de muito se querer libertar e se tornar independente, algumas mulheres não compreendem que condicionam a liberdade de outras, que sendo diferentes dela, não são obrigadas a viver a vida, de acordo com os seus padrões. Mas continuando.
"Pois, " respondia eu "mas é complicado, eu bem tento incentivar a esse distâncimente, mas está complicado."
"Ai mas não pode ser."
É aí que eu observo a colega e penso cá para. "Ok, fiquei sem perceber. Não pode ser o quê?"
É então, que num à vontade, que nunca lhe concedi, que responde ao que não perguntei:
"Se a mãe tivesse estudado no momento certo, estaria tudo resolvido."
Olhei para aquele ser, que lançando julgamentos de mim, sequer me conhecia. Confesso que tive vontade de lhe responder mal. Mas apenas comentei.
"Acredita que indirectamente, foi por ela que não estudei antes."
Breve historial:
Casei aos 20. Dois meses depois tentava engravidar. Tentei a U. mas por conselho médico desisti. Depois foi aquela alavange de situações que tanto já se conhece.
Forte e lutadora - diz quem me conhece.
Preguisosa e desalentada - quem não me conhece.
E afinal que digo eu? Sim que digo eu de mim própria? Digo que num dia conheço o mundo, no outro nem sei o que sei.
Mas preguisosa? Eu que estou inserida em 3 turmas diferentes, para conseguir frequentar as aulas?
A Mel está muito dependente de mim? Sim fica comigo de Sábado a terça, no resto dos dias com a avó. Se estou em casa à necessidade de pagar 350 € de infantário? Nem sequer se põe a hipótese de estes fazerem actividades, para crianças em situações como as da Mel!!
Foribunda por dentro e calma por fora, respondi-lhe:
"Estive 14 anos a tentar tê-la."
A colega com ar muito conhecedor do caso, respondeu:
"Já ouvi falar em gravidezes de ano. Mas 14 anos??"
Bem foi aí que me calei e ri-me por dentro da ironia da situação.
Sim tinha tendo integrar-me no grupo dela. Sim tinha tentado dar-me com ela. Eu era a única que vinha de fora, e por isso era que eu que tentava integrar-me. Acesso negado. E essa nega em nada tinha alterado a minha vida. Eu continuo a ir às aulas, continuo a frequentar o curso e até já tenho um grupo, com o qual me identifico bastante. O delas sofreu uma baixa de duas colegas de quem elas não gostaram, o meu continua com as 4 iniciais. Quem perdeu, com o quê?? Eu, definitivamente não.
E mais ainda. Por um acaso ela confidênciou algum detalhe da vida dela? Nada, niente...
Então, porque motivo, seria eu a expôr-me aos elementos da turma que acompanhavam a nossa conversa? Misera conversa por sinal. Rotulada e oprimida.
Eu vivo um momento diferente. Portanto nada de me tentar impôr situações, detesto isso. Se às quartas levo com 9.30 de aulas seguidas com míseres 15 minutos para as refeições, é com elas que choro??
Não.
Portanto, nada mais havia a dizer. Ficámos amigas. Conhecidas. Enfim colegas. Ou que o quer que seja. Ela na dela e eu na minha.
Afinal ainda temos que nos encontrar mais vezes. Somos colegas sim Sra.
Capacidade de integração de outros elementos na turma? Zero.
Competitividade? 100%. Mas não estou interessada nisso.
Queria isso sim ajuda numa coisa.
Tensão mamária. Alguém sabe, como enfrentar e minorar os efeitos disto nos quinze dias que antecedem o dito??
Bjs

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Santas Quartas-feiras.

A quarta feira é muito sobrecarregada para mim.
Deixo a Mel com a avó às 8.00 e vou com o maridão até às nossas tarefas. Que por acaso estão inseridas no mesmo espaço (cidade). O maridão vai para o trabalho e eu para a U.
Inicio o meu dia académico às 9.30 com 4 horas de CFII, depois tenho 15 minutos para almoçar e tenho 4 horas de Estatistica. 15 minutos para jantar e tenho 3 horas de Empreendorismo. Quando chego a casa, tenho a minha riqueza à minha espera cheia de saudades minhas: ai minha mamã, gosto tanto de ti!
Sabe bem não sabe??

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Empreendedorismo

Hoje é um dia histórico para portugal como se sabe. E espero que importante também.
Para mim, foi um dia diferente, na medida em que tivémos o dia do Empreendedor, que deveria ter sido, no fim de semana passado, mas como choveu, ficou adiado até hoje. Então o dia do empreendedor, está inserido numa disciplina: Empreendedorismo. Diga-se de passagem, uma das minhas preferidas. Assim, eu e o meu grupo da Univ. fomos colocar a nossa ideia em prática. Um saquinho surpresa (com docinhos para as crianças) e um panfleto com dicas de gestão financeira e de tempo (que por acaso até já tinha utilizado aqui à um tempo atrás)- esta foi uma ideia concebida a quatro e desenvolvida pelas quatro. O preço foi de 1 €. Os "lucros" - que foram de 100% - irão reverter a favor de uma instituição social (de toda a turma inscrita na disciplina). O nosso "negócio" foi altamente rentável e de grande sucesso, uma vez que que "vendemos" tudo numa hora e o tempo estimado seriam duas horas. Estamos por isso de parabéns. E muito felizes. Porque todas as pessoas que (as quais não pudemos avisar que se tratava de algo para beneficiência) adquiriram o nosso "produto" contribuiram, não só para o nosso sucesso académico, como também, para alguém que necessita dos € muito mais que nós, suponho. Além de que acreditamos, que as dicas irão mesmo ajudar a família, a conseguir gerir o tempo e o dinheirito, de forma a conseguir momentos familiares de melhor qualidade.

** **

Em relação àquelas minhas colegas tenho a dizer, que é com elas que tiro uma grande maioria das minhas dúvidas. :) embora elas não pertençam ao grupo de empreendedorismo... LOL

quinta-feira, 3 de abril de 2008

E tudo está bem.

E tudo está bem, quando corre bem.
Hoje finalmente fiz o resto dos exames. As ecos ao pancreas e à "vesicula" não demonstraram nada, o que significa que alguma pedrita que tenha ficado aqui desapareceu para sempre naquele dia. Já a eco mamária acusou alguns glanguios? não sei se é assim que se escreve. E onde eu tive a queixa localiza-se o maior. Mas não quer dizer que seja nada de especial. Sei que não será. Os Rx à coluna não sei porque não perguntei, já estava farta.
Na Univ. está tudo bem. Depois de alguma matéria não me ter sido facilitada por alguns colegas, eis que agora me veio ter à mão, de uma forma excepcional. :) Muito mais do que eu tinha desejado. LOL. Pensam os meus queridos colegas de faculdade que me baldo porque quero. Na realidade esta semana já me "baldei" duas vezes, numa motivada pelo furo de um pneu! e noutra porque aqui a princesa, chorou que se desenhou e se recusa a dormir. Para que as coisas acalmem cá por casa, resolvi faltar hoje também, fazendo assim a segunda balda. Claro que não ando a dizer aos colegas porque falto. Claro que isso dá muito motivos de conversa. Mas ... tenho as costas largas. Quem sabe da procissão é o santo da casa. Por isso vou fazendo o que posso, pois a mais não sou obrigada! acho eu. LOL

segunda-feira, 31 de março de 2008

Ui... às vezes é melhor estar calado

Como não consigo articular as aulas da noite com as de dia, vou assistir às teóricas: Só. Porque senão chegava a casa todos os dias à meia noite e como já se sabe a Mel para dormir... Bem já tenho lá uma colega muito simpática. Ficamos sempre juntas. Acontece é que ela conhece a turma e eu não. Então outras duas colegas, com quem por sinal nunca falei, dão-me sempre as boas vindas, claro que falando de mim não falam para mim, mas sim para a outra colega:
- Então o paraquedas? Hoje lembraste-te de vir passear por aqui? Ah já sei, não tinhas nada de especial para fazer e resolveste aparecer. - Depois, muito atenciosamente, olham para mim e sorriem.
!!!!!!!!!!
(Tenho a certeza de que ainda nos vamos dar bem. Acho que elas são assim por causa do cansaço.)
Por sorte, os professores aceitaram estes meus impeditivos e lá arranjámos soluções.
É caso para dizer com colegas destes, quem precisa de melgas???
LOL
Bjks

domingo, 30 de março de 2008

Nós por cá.

estamos quase a fazer 18 anos de casados. Passámos 14 anos, como costumas dizer, casados solteiros. Agora estamos casados, casados. Isto é, constituimos familia. Sei que queres que ela aumente. Talvez ainda tenhamos tempo para. Mas... Viste, como crescemos juntos? Como nos desenvolvemos? Como nos recriámos enquanto casal? Lembraste dos nossos primeiros seis meses? Eu tinha 20 aninhos. E era teimosa. Muito. Como sempre me dizias. E tu? 26. Vinte e seis anos. Estavas no inicio do teu projecto profissional. Era nele que apostávamos. Os meus trabalhos eram todos instáveis com algumas dores de cabeça pelo meio. Por isso decidimos que iria começar a trabalhar contigo. Assim as coisas acalmariam. Enfim. E acalmaram mesmo. Trabalhámos juntos, durante quase 16 anos. Agora eu estou numa espécie de folga. Amas ver-me em casa com a nossa menina. E eu adoro mesmo ficar com ela. Vê-la crescer. Contudo, estamos na minha opinião a precisar de algum tempo para nós. Espero que as nossas férias sejam magnificas. Boas, solarengas com muito descanso.
Amo-te pelo que és. Adoro-te por seres assim. Nosso e sempre disponível.
Fica comigo, connosco sempre.
Bj.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Saudades

Começou oficialmente, o meu novo semestre.
Senti tantas saudades das minhas queridas amigas.
A minha Cris. Sempre caladinha e tão reservada.
A minha Sinda. Sempre hiperactiva e resmungona.
De repente tudo me pareceu vazio.
De repente apeteceu-me desisitir de tudo.
Estão sempre comigo. No meu pensamento. Sem querer comparo o nosso tempo, com este meu tempo. E a comparação fica a perder para aqueles nossos serões. As nossas piadas. O nosso mundo.
Em brever seremos de novo nós. Por vocês não desisto. Pela M. prosseguirei. Pelo maridão sigo em frente. Por mim, vou tentar não olhar para trás.
Adoro-as.

Desabafo

Enquanto mulher sempre achei que estamos pouco tempo com os nossos filhos. Ironia do destino, passei a ser infértil. Filhos? Via esse desejo muito longe de ser concretizado. Passei e ultrapassei a infertelidade. E de repente ai estava eu a viver a realidade da maternidade. Chorei de alegria quando soube estar grávida e talvez poucas pessoas saibam (as que privam comigo conhecem esta minha realidade) que chorei imenso quando soube que ia ter uma menina. A médica admirou-se com as minhas lágrimas, mas eu soltei-as, porque pesava algo em mim. Algo que vivênciava desde há muito. Por ter sido formadora, conheço bem esta realidade que hoje se vive. Por ser mais que formadora dos meus alunos, conheço realidades que a realidade desconhece. Conheço o outro lado, dos jovens que muitos dos pais não tem acesso. Aquele lado que veio a lume, no dia 21 deste mês. Não critico os meus alunos, com quase todos tive um bom clima, com outros nem por isso. Mas assim é a teia de diferentes personalidades. Recebi muitos elogios, mas aquele que mais guardo até hoje foi de o vários alunos, me dizerem que perdia o meu tempo a dar aulas, porque eu daria uma boa psicóloga. Engano deles. Por dentro eu sofria imenso em silêncio. Apenas lhe dava conselhos, que daria aos meus próprios filhos. Porque eles eram mais do que alunos. Cai no erro de os sentir um pouco meus filhos. E por isso passava para eles, a esperança, o amor o carinho que podia. Ouvia-os horas sem fim. E conversava com eles sempre que necessitavam. Nas minhas sessões de formação, estas conversas não se misturavam. E eles sabiam disso. Contudo também ouvi tremendas criticas. Com elas cresci. Sentia a solidão deles na minha solidão. E perguntava o que faria um dia, quando tivesse um filho. Caso o chegasse a ter. Acho que hoje tenho essa resposta. Seria uma profissional, ou seria Mãe? Optei por ser mãe. E chorei por ter uma menina, no sentido em que hoje é muito mais complicado educar uma menina, do que um menino. Isto claro na minha óptica pessoal e na minha experiência de vida. Convivi durante 14 anos com adolescentes. Aprendi a reconehcer as suas forças e suas fraquezas. Não me desiludo à primeira desavença. Aprendi a esperar que dali pode sair muito melhor. Sou por isso, a favor das segundas oportunidades, nos jovens. Sou contra a primeira opinião. Gosto de ver mais longe que isso. Mas sei também que a situação do nosso país está complicada. Sei que os nossos adolescentes precisam dos pais, mas que os pais precisam do trabalho. Sei também o quanto sofrem as mães trabalhadoras, na nossa sociedade. Sei. Porque também já o fui. Sempre pensei e desejei ficar com a Mel, até ela ter 3 anos. A vida deu-me o que eu queria, mas de uma forma que eu não pedi. Hoje vivo feliz e em pleno esta situação, embora tenha ocasiões em que sinta necessidade de espairecer. Mas no seu todo, sou de facto feliz. Sei também que daqui por um ano ou dois, irei regressar ao trabalho. Por isso decidi mudar completamente o rumo da minha vida. Quero ter tempo para a Mel. Contudo assusta-me um pouco o facto de a educar. É uma grande responsabilidade. Já tenho alguns sinais de alerta, vindos da própria médica dela. A Mel não tem regras. Estou a falhar nisso, embora tenhamos mudado algumas coisas por aqui. Temo, ainda mais porque a Mel foi tão desejada. Desejo do fundo do coração, estar à altura desta função que é dar-lhe e proporcionar-lhe um bom futuro. Quero acima de tudo ser uma mãe presente. Mas será que o poderei ser? Desejo que a vida me conceda mais desejo. Foram muitos anos, onde muito aprendi. Numa realidade que em muito me fez crescer. Foi o lidar com o outro lado dos filhos. O lado que muitos não conhecemos. E nesse lado eu sei que há muita esperança, muito desejo de tudo, basta (assim o desejo) que estejamos atentos a essas necessidades. Contudo agora que estou aqui neste lado, no lado dos pais, sinto que por vezes sou toldada pela mesma realidade dos pais. O nosso amor por eles. O nosso bem querer-lhes. E peço lucidez, para compreender que no outro lado deste haverá uma adolescente, que eu terei que ver, para além deste meu amor.
Adoro-te Mel.
(Como mulher que sou, lógico que quero ser uma boa profissional. E sei que o voltarei a ser. Contudo, na luta que também já foi minha - infertilidade - aprendi a viver um dia de cada vez. Aprendi, que darei um passo a seguir ao outro. Aprendi a controlar a minha ansiedade - que é muita - e aprendi a viver a vida no seu esplendor - que no meu caso é ser mãe. O dia virá em que eu serei a mulher trabalhadora - depois de ter sido D. de casa e Mãe da Mel a temo quase inteiro... LOL)
bjks bjks bjks

sexta-feira, 14 de março de 2008

Cá andemos...

depois destas andanças mais complicadas, cá andemos.
Bem. Sem vontade de grande coisa.
Bjs.

sábado, 1 de março de 2008

Estes fantasmas.

O Pedro Abrunhosa tem uma musica deste tipo: Quem me leva os meus fantasma?
Pois estes que na quinta vivi, já há algum tempo que não os recordava. A coisa passou-se tinha eu quatro anos. Fui para a escola porque precisava de convivio, com outras crianças (perscrito pelo meu saudoso médico-pediatrico). O que teve repercussões na primária, porque como já "sabia tudo" a professora não me tratou lá muito bem, mas isso são outras histórias. Por isso menina Mel, vê-la se compreendes, que ainda é muito cedo, para te angustiares. Dou-te uma ordem: Sê feliz. Brinca. Esquece as preocupações. Essas pertencem-me a mim e ao nosso querido papá.

Ai mãe de Deus. Só me faltava mais esta. Uma moçoila que me dá cabo da cabeça!

Bem e temos outras novidades. Bateram na carrinha. O mor estava parado ao semáforo e um homem não parou e a mulher atrás dele também não, e PUMBA, os sensores da marcha atrás ficaram-se por ali. Ficámos com o para-choques um pouco danificado.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Simples mas intenso

Ontem chorei como tantas vezes. Porque embora a intensidade da infertilidade já não seja em mim o que foi, ainda o é sem dúvida, nalguns momentos. E ontem aconteceu. Aconteceu que lágrimas desceram dos meus olhos por ver a felicidade da Mel. Por uma coisa tão simples, como ver videos, ver DVD´S ou ter mais um miminho fazerem aqueles dois olhos, que mais parecem pérolas, brilharem com uma enorme intensidade. Então repeti a mim mesma. É minha. É real. Existe. Por vezes a névoa ainda traça o meu caminho. Mas depois um lindo raio de sol, faz desanuviá-la. "Mamã também quéio pintar os olhos." "Mamã põe o teu pefume." E assim pé ante pé, ela toma conta de mim, numa agilidade precoce para os seus 28 mesitos. E mima-me. Dando o vigor que a minha alma tanto necessitou e que por vezes ainda procura. Depois é o pai. "Pai adóu.te." E lá vem o abraço familiar. Aquele abraço que ela tanto ama, mas que nem sabe a leveza que nos dá. E assim ao longo destes 28 meses, a nossa casa foi ficando muito mais cheia e muito mais vazia. Cheia de alegria e sorrisos. Vazia de mágoa, desespero e tristeza. Porque é assim que tem que ser. É assim que sem dúvida temos que viver. Felizes. Radiantes e muito mais cheios de nós.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Olá

Heis que agora me mudo com armas e bagagens para aqui.
Sempre gostei de escrever. Mas ultimamente não havia muito tempo. Agora que tudo começa a voltar à normalidade, finalmente começo ou recomeço o que há muito terminei e que agora dou prosseguimento.
As palavras soltam-se a cada batida no teclado. Singelas. Cheias de mim. Cheias do que sou e da vivência do meu passado. Resta-me pensar e tentar organizar o futuro. Resta-me viver plenamente este presente. Que de futuro e passado se faz e transforma.
Mas quem sou? Sou uma mulher de 38 anos, casa à quase 18 anos e com uma filha de 2 anos e meio (praticamente). Digamos que vivo em pleno a segunda etapa da minha vida. Que começou posso dizer aos 30. Os trinta anos. Uma década de profundas mudanças. Já não sou nova, mas de certo velha não serei. A década que tanto me fez sofrer, amar e lutar. Fiquei sem a segunda trompa. Quis desistir do casamento. Entrei na Universidade um sonho desejado desde sempre. Fui à luta. Tive a M. O meu casamento voltou a ser ideal. Deixei o trabalho que não amava e vim à luta por um que me dê mais prazer, enquanto profissional. Digamos que recomecei a viver na segunda metade da minha vida. Amo o meu marido. Amo a minha filha. Amo a minha vida. Estou de bem comigo mesma.
Palavras de mim. Extractos de mim...