Como não consigo articular as aulas da noite com as de dia, vou assistir às teóricas: Só. Porque senão chegava a casa todos os dias à meia noite e como já se sabe a Mel para dormir... Bem já tenho lá uma colega muito simpática. Ficamos sempre juntas. Acontece é que ela conhece a turma e eu não. Então outras duas colegas, com quem por sinal nunca falei, dão-me sempre as boas vindas, claro que falando de mim não falam para mim, mas sim para a outra colega:
- Então o paraquedas? Hoje lembraste-te de vir passear por aqui? Ah já sei, não tinhas nada de especial para fazer e resolveste aparecer. - Depois, muito atenciosamente, olham para mim e sorriem.
!!!!!!!!!!
(Tenho a certeza de que ainda nos vamos dar bem. Acho que elas são assim por causa do cansaço.)
Por sorte, os professores aceitaram estes meus impeditivos e lá arranjámos soluções.
É caso para dizer com colegas destes, quem precisa de melgas???
LOL
Bjks
segunda-feira, 31 de março de 2008
domingo, 30 de março de 2008
Nós por cá.
estamos quase a fazer 18 anos de casados. Passámos 14 anos, como costumas dizer, casados solteiros. Agora estamos casados, casados. Isto é, constituimos familia. Sei que queres que ela aumente. Talvez ainda tenhamos tempo para. Mas... Viste, como crescemos juntos? Como nos desenvolvemos? Como nos recriámos enquanto casal? Lembraste dos nossos primeiros seis meses? Eu tinha 20 aninhos. E era teimosa. Muito. Como sempre me dizias. E tu? 26. Vinte e seis anos. Estavas no inicio do teu projecto profissional. Era nele que apostávamos. Os meus trabalhos eram todos instáveis com algumas dores de cabeça pelo meio. Por isso decidimos que iria começar a trabalhar contigo. Assim as coisas acalmariam. Enfim. E acalmaram mesmo. Trabalhámos juntos, durante quase 16 anos. Agora eu estou numa espécie de folga. Amas ver-me em casa com a nossa menina. E eu adoro mesmo ficar com ela. Vê-la crescer. Contudo, estamos na minha opinião a precisar de algum tempo para nós. Espero que as nossas férias sejam magnificas. Boas, solarengas com muito descanso.
Amo-te pelo que és. Adoro-te por seres assim. Nosso e sempre disponível.
Fica comigo, connosco sempre.
Bj.
Amo-te pelo que és. Adoro-te por seres assim. Nosso e sempre disponível.
Fica comigo, connosco sempre.
Bj.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Saudades
Começou oficialmente, o meu novo semestre.
Senti tantas saudades das minhas queridas amigas.
A minha Cris. Sempre caladinha e tão reservada.
A minha Sinda. Sempre hiperactiva e resmungona.
De repente tudo me pareceu vazio.
De repente apeteceu-me desisitir de tudo.
Estão sempre comigo. No meu pensamento. Sem querer comparo o nosso tempo, com este meu tempo. E a comparação fica a perder para aqueles nossos serões. As nossas piadas. O nosso mundo.
Em brever seremos de novo nós. Por vocês não desisto. Pela M. prosseguirei. Pelo maridão sigo em frente. Por mim, vou tentar não olhar para trás.
Adoro-as.
Senti tantas saudades das minhas queridas amigas.
A minha Cris. Sempre caladinha e tão reservada.
A minha Sinda. Sempre hiperactiva e resmungona.
De repente tudo me pareceu vazio.
De repente apeteceu-me desisitir de tudo.
Estão sempre comigo. No meu pensamento. Sem querer comparo o nosso tempo, com este meu tempo. E a comparação fica a perder para aqueles nossos serões. As nossas piadas. O nosso mundo.
Em brever seremos de novo nós. Por vocês não desisto. Pela M. prosseguirei. Pelo maridão sigo em frente. Por mim, vou tentar não olhar para trás.
Adoro-as.
Desabafo
Enquanto mulher sempre achei que estamos pouco tempo com os nossos filhos. Ironia do destino, passei a ser infértil. Filhos? Via esse desejo muito longe de ser concretizado. Passei e ultrapassei a infertelidade. E de repente ai estava eu a viver a realidade da maternidade. Chorei de alegria quando soube estar grávida e talvez poucas pessoas saibam (as que privam comigo conhecem esta minha realidade) que chorei imenso quando soube que ia ter uma menina. A médica admirou-se com as minhas lágrimas, mas eu soltei-as, porque pesava algo em mim. Algo que vivênciava desde há muito. Por ter sido formadora, conheço bem esta realidade que hoje se vive. Por ser mais que formadora dos meus alunos, conheço realidades que a realidade desconhece. Conheço o outro lado, dos jovens que muitos dos pais não tem acesso. Aquele lado que veio a lume, no dia 21 deste mês. Não critico os meus alunos, com quase todos tive um bom clima, com outros nem por isso. Mas assim é a teia de diferentes personalidades. Recebi muitos elogios, mas aquele que mais guardo até hoje foi de o vários alunos, me dizerem que perdia o meu tempo a dar aulas, porque eu daria uma boa psicóloga. Engano deles. Por dentro eu sofria imenso em silêncio. Apenas lhe dava conselhos, que daria aos meus próprios filhos. Porque eles eram mais do que alunos. Cai no erro de os sentir um pouco meus filhos. E por isso passava para eles, a esperança, o amor o carinho que podia. Ouvia-os horas sem fim. E conversava com eles sempre que necessitavam. Nas minhas sessões de formação, estas conversas não se misturavam. E eles sabiam disso. Contudo também ouvi tremendas criticas. Com elas cresci. Sentia a solidão deles na minha solidão. E perguntava o que faria um dia, quando tivesse um filho. Caso o chegasse a ter. Acho que hoje tenho essa resposta. Seria uma profissional, ou seria Mãe? Optei por ser mãe. E chorei por ter uma menina, no sentido em que hoje é muito mais complicado educar uma menina, do que um menino. Isto claro na minha óptica pessoal e na minha experiência de vida. Convivi durante 14 anos com adolescentes. Aprendi a reconehcer as suas forças e suas fraquezas. Não me desiludo à primeira desavença. Aprendi a esperar que dali pode sair muito melhor. Sou por isso, a favor das segundas oportunidades, nos jovens. Sou contra a primeira opinião. Gosto de ver mais longe que isso. Mas sei também que a situação do nosso país está complicada. Sei que os nossos adolescentes precisam dos pais, mas que os pais precisam do trabalho. Sei também o quanto sofrem as mães trabalhadoras, na nossa sociedade. Sei. Porque também já o fui. Sempre pensei e desejei ficar com a Mel, até ela ter 3 anos. A vida deu-me o que eu queria, mas de uma forma que eu não pedi. Hoje vivo feliz e em pleno esta situação, embora tenha ocasiões em que sinta necessidade de espairecer. Mas no seu todo, sou de facto feliz. Sei também que daqui por um ano ou dois, irei regressar ao trabalho. Por isso decidi mudar completamente o rumo da minha vida. Quero ter tempo para a Mel. Contudo assusta-me um pouco o facto de a educar. É uma grande responsabilidade. Já tenho alguns sinais de alerta, vindos da própria médica dela. A Mel não tem regras. Estou a falhar nisso, embora tenhamos mudado algumas coisas por aqui. Temo, ainda mais porque a Mel foi tão desejada. Desejo do fundo do coração, estar à altura desta função que é dar-lhe e proporcionar-lhe um bom futuro. Quero acima de tudo ser uma mãe presente. Mas será que o poderei ser? Desejo que a vida me conceda mais desejo. Foram muitos anos, onde muito aprendi. Numa realidade que em muito me fez crescer. Foi o lidar com o outro lado dos filhos. O lado que muitos não conhecemos. E nesse lado eu sei que há muita esperança, muito desejo de tudo, basta (assim o desejo) que estejamos atentos a essas necessidades. Contudo agora que estou aqui neste lado, no lado dos pais, sinto que por vezes sou toldada pela mesma realidade dos pais. O nosso amor por eles. O nosso bem querer-lhes. E peço lucidez, para compreender que no outro lado deste haverá uma adolescente, que eu terei que ver, para além deste meu amor.
Adoro-te Mel.
(Como mulher que sou, lógico que quero ser uma boa profissional. E sei que o voltarei a ser. Contudo, na luta que também já foi minha - infertilidade - aprendi a viver um dia de cada vez. Aprendi, que darei um passo a seguir ao outro. Aprendi a controlar a minha ansiedade - que é muita - e aprendi a viver a vida no seu esplendor - que no meu caso é ser mãe. O dia virá em que eu serei a mulher trabalhadora - depois de ter sido D. de casa e Mãe da Mel a temo quase inteiro... LOL)
bjks bjks bjks
Adoro-te Mel.
(Como mulher que sou, lógico que quero ser uma boa profissional. E sei que o voltarei a ser. Contudo, na luta que também já foi minha - infertilidade - aprendi a viver um dia de cada vez. Aprendi, que darei um passo a seguir ao outro. Aprendi a controlar a minha ansiedade - que é muita - e aprendi a viver a vida no seu esplendor - que no meu caso é ser mãe. O dia virá em que eu serei a mulher trabalhadora - depois de ter sido D. de casa e Mãe da Mel a temo quase inteiro... LOL)
bjks bjks bjks
sexta-feira, 14 de março de 2008
Cá andemos...
depois destas andanças mais complicadas, cá andemos.
Bem. Sem vontade de grande coisa.
Bjs.
Bem. Sem vontade de grande coisa.
Bjs.
sábado, 1 de março de 2008
Estes fantasmas.
O Pedro Abrunhosa tem uma musica deste tipo: Quem me leva os meus fantasma?
Pois estes que na quinta vivi, já há algum tempo que não os recordava. A coisa passou-se tinha eu quatro anos. Fui para a escola porque precisava de convivio, com outras crianças (perscrito pelo meu saudoso médico-pediatrico). O que teve repercussões na primária, porque como já "sabia tudo" a professora não me tratou lá muito bem, mas isso são outras histórias. Por isso menina Mel, vê-la se compreendes, que ainda é muito cedo, para te angustiares. Dou-te uma ordem: Sê feliz. Brinca. Esquece as preocupações. Essas pertencem-me a mim e ao nosso querido papá.
Ai mãe de Deus. Só me faltava mais esta. Uma moçoila que me dá cabo da cabeça!
Bem e temos outras novidades. Bateram na carrinha. O mor estava parado ao semáforo e um homem não parou e a mulher atrás dele também não, e PUMBA, os sensores da marcha atrás ficaram-se por ali. Ficámos com o para-choques um pouco danificado.
Pois estes que na quinta vivi, já há algum tempo que não os recordava. A coisa passou-se tinha eu quatro anos. Fui para a escola porque precisava de convivio, com outras crianças (perscrito pelo meu saudoso médico-pediatrico). O que teve repercussões na primária, porque como já "sabia tudo" a professora não me tratou lá muito bem, mas isso são outras histórias. Por isso menina Mel, vê-la se compreendes, que ainda é muito cedo, para te angustiares. Dou-te uma ordem: Sê feliz. Brinca. Esquece as preocupações. Essas pertencem-me a mim e ao nosso querido papá.
Ai mãe de Deus. Só me faltava mais esta. Uma moçoila que me dá cabo da cabeça!
Bem e temos outras novidades. Bateram na carrinha. O mor estava parado ao semáforo e um homem não parou e a mulher atrás dele também não, e PUMBA, os sensores da marcha atrás ficaram-se por ali. Ficámos com o para-choques um pouco danificado.
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