... mas que vai ter que passar.
Estamos no meio de uma enorme crise. A mais grave dos últimos anos. 20 Acho eu.
E se chegámos aqui, a verdade é que não se sabe para onde vamos. Faz sentido sentirmos medo. Nós o povo depressivo da Europa. Nós os consumidores de medicação para a ansiedade, depressão, etc. Nós que estamos em primeiro lugar de todas as estatísticas piores. Enfim. Mas o incrível é que nós nos estamos a aguentar. Eu acredito que sendo um pequeno país, esta crise financeira terá menores repercussões. Por isso vamos ter calma. O momento é de pânico sim senhor, mas nem para todos. O comum dos mortais, não deve recear perder as suas economias. Este pânico generalisado, deve abranger mais os grandes investidores. Aqueles que tendo titulos de investimento, com grande investimentos. É disso que se trata. O nosso país já afirmou que as poupanças estão salvaguardadas. Por isso calma. Não vamos criar uma situação gigantesca e desproporcionada, tirando todo o nosso capital do banco e descapitalizando os bancos. Isso sim seria CATASTRÓFICO. Vamos ser optimistas. Embora o momento não seja para grandes nem pequenas ilusões. O preço das matérias primas essenciais teve o seu ponto máximo em março deste ano- acho eu, mas neste momento caiu quase para metade, contudo no consumidor final, essa descida não se reflectiu. O preço do pretóleo está sempre a cair, mas no preço do consumidor não se verifica(http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id= 335252) . As taxas de juro do banco central europeu estão a 4,25% (os bancos pagam esta taxa de juro ao BCE), nós pagamos a 5,17% (aos nossos bancos). Isto porque os bancos estão a manter o dinheiro cativo neles próprios e não emprestando a outros bancos, o que faz com que auto-finaciem com o dinheiro que resulta da diferença entre as taxas. OU seja. É tudo nós. Mas há que salientar, que esta não é uma situação vivida só por Portugal. É uma situação em larga escala. O que já fez originar, a possibilidade de o BCE, criar um Decreto Lei, com a intenção de manter taxas fixas (por ex na euribor), fixando estas às verdadeiras % da taxa de referência. Esta situação é única. É dificil de concretizar, mas pode acontecer a qualquer momento. Isto porque o BCE tem duas "obrigações" uma controlar a taxa de juro (que tenta através da subida constante das taxas de juro) e outra é de criar economia (o que não tem acontecido, porque tem sido preterido, pela inflação). É por todas estas situações, ditas de emergência, que estão a obrigar a grandes e dificei soluções, que eu acredito, que apesar de a crise estar aí e até poder demorar a ser controlada, que a mesma irá aos poucos desaparecer, porque neste momento estão todos atentos, a...
nsioliticos,
sábado, 11 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
Ás vezes...
... tudo parece desmoronar.
Ontem tive mais um daqueles telefonemas incómodos. Eu soube assim que o ouvi que as coisas não tinham sido como me contaram. Uma pessoa amiga, de quem gosto muito, tentou partir deste mundo pelas suas próprias mãos. Mãe do Céu. Mais uma. Ficou a pessoa a ser seguida no hospital, claro. Mas que raio de mundo é este? E esta droga desta crise que não passa?? Está a desfazer famílias. Já nem sei o que dizer.
Depois de falar com a pessoa, expliquei-lhe que não se podia dar ao "luxo" de desaperecer assim da nossa vida.Que precisamos dela. Que a f. precisa dela. Mais que ninguém. Depois lá me explicou que a pressão estava a ser demasiada. E como sempre, do fundo do meu coração eu compreendi. Mas não aceitei aquele acto desmedido. Chorámos juntas. Claro que sim.
Ontem também recebi um telefonema da minha sogra a dizer que se estava a sentir, muito sozinha e carente (tinha a tensão a 17/9), mas depois baixou um pouco. Como eu queria estar com ela, pedi-lhe que viesse para perto de nós na nossa casa. Mas ela diz que primeiro tem que ter mais forças e que depois virá. Sei que vira. LOL. Acabámos por rir um bocadinho, que bem precisávamos.
Mas apesar dos apesar, continuo com fé e optimista que os meus dias irão ser infinitamente melhores. Que as páginas que irei virar no livro da minha vida, serão de felicidade e optimismo. Sei que vamos voltar a sorrir todos juntos. Porque o amanhã é infinitamente melhor e muito melhor, que o meu hoje.
F.
Ontem tive mais um daqueles telefonemas incómodos. Eu soube assim que o ouvi que as coisas não tinham sido como me contaram. Uma pessoa amiga, de quem gosto muito, tentou partir deste mundo pelas suas próprias mãos. Mãe do Céu. Mais uma. Ficou a pessoa a ser seguida no hospital, claro. Mas que raio de mundo é este? E esta droga desta crise que não passa?? Está a desfazer famílias. Já nem sei o que dizer.
Depois de falar com a pessoa, expliquei-lhe que não se podia dar ao "luxo" de desaperecer assim da nossa vida.Que precisamos dela. Que a f. precisa dela. Mais que ninguém. Depois lá me explicou que a pressão estava a ser demasiada. E como sempre, do fundo do meu coração eu compreendi. Mas não aceitei aquele acto desmedido. Chorámos juntas. Claro que sim.
Ontem também recebi um telefonema da minha sogra a dizer que se estava a sentir, muito sozinha e carente (tinha a tensão a 17/9), mas depois baixou um pouco. Como eu queria estar com ela, pedi-lhe que viesse para perto de nós na nossa casa. Mas ela diz que primeiro tem que ter mais forças e que depois virá. Sei que vira. LOL. Acabámos por rir um bocadinho, que bem precisávamos.
Mas apesar dos apesar, continuo com fé e optimista que os meus dias irão ser infinitamente melhores. Que as páginas que irei virar no livro da minha vida, serão de felicidade e optimismo. Sei que vamos voltar a sorrir todos juntos. Porque o amanhã é infinitamente melhor e muito melhor, que o meu hoje.
F.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Sem titulo
Já nem sei que titulo hei-de dar.
A minha vida está um caos. São tantas as flechas que nem sei para onde me desviar.
É a minha mãe com uma crise existêncial. Quer o que não quer, e não tem o que tem. Está sempre a colocar a situação da Mel, em ponto de interrogação. Num momento quer ficar com ela, noutro não quer. Quer ir trabalhar. Se a Mel fica de noite com ela, diz que arranja um trabalho de noite, se a menina vai de manhã, diz que arranja um trabalho de manhã. Se lhe digo que a tiro de lá, entra em ansiedade e pede-me por tudo que ela fique lá. Só sabe dizer que não é feliz com o meu pai. Enfim, uma vida em desagrado. Já não sabemos o que lhe havemos de fazer. Pobre pai. Que tem os seus defeitos, mas que também já não sabe o que lhe há-de fazer. A verdade é que como casal não funcionam e na verdade nunca funcionaram. Enfim.
É a situação do L. que não se resolve. A consulta foi adiada. Ele já está em ponto de saturação. E torna-se impaciente. O que origina a que quando tenha que resolver algumas situações as faça sem ter a cabeça assente, o que depois despoleta situações mais complicadas para nós.
Foi a morte da minha tia.
A Mel caiu e ia partindo um dente. Um enorme susto. Sangue por tudo onde era sitio. E eu aqui sempre sozinha. Mais pareço uma mãe solteira.
As taxas de juro que não páram de subir. Andam aí meia dúzia de fulanos a prejudicar as nossas vidas, com decisões mal tomadas e nós a ter que levar com isto tudo.
Estou farta. Estou cansada.
QUERO: paz, sossego, estabilidade financeira e emocional. E muita saúde.
Até já.
A minha vida está um caos. São tantas as flechas que nem sei para onde me desviar.
É a minha mãe com uma crise existêncial. Quer o que não quer, e não tem o que tem. Está sempre a colocar a situação da Mel, em ponto de interrogação. Num momento quer ficar com ela, noutro não quer. Quer ir trabalhar. Se a Mel fica de noite com ela, diz que arranja um trabalho de noite, se a menina vai de manhã, diz que arranja um trabalho de manhã. Se lhe digo que a tiro de lá, entra em ansiedade e pede-me por tudo que ela fique lá. Só sabe dizer que não é feliz com o meu pai. Enfim, uma vida em desagrado. Já não sabemos o que lhe havemos de fazer. Pobre pai. Que tem os seus defeitos, mas que também já não sabe o que lhe há-de fazer. A verdade é que como casal não funcionam e na verdade nunca funcionaram. Enfim.
É a situação do L. que não se resolve. A consulta foi adiada. Ele já está em ponto de saturação. E torna-se impaciente. O que origina a que quando tenha que resolver algumas situações as faça sem ter a cabeça assente, o que depois despoleta situações mais complicadas para nós.
Foi a morte da minha tia.
A Mel caiu e ia partindo um dente. Um enorme susto. Sangue por tudo onde era sitio. E eu aqui sempre sozinha. Mais pareço uma mãe solteira.
As taxas de juro que não páram de subir. Andam aí meia dúzia de fulanos a prejudicar as nossas vidas, com decisões mal tomadas e nós a ter que levar com isto tudo.
Estou farta. Estou cansada.
QUERO: paz, sossego, estabilidade financeira e emocional. E muita saúde.
Até já.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
28 Setembro 2008
Nas nossas vida há sempre figuras que nos marcam. Pessoas que por um ou outro motivo, ficam para sempre como sendo nossas. Na minha vida tive várias figuras maternais. A minha avó. A minha mãe. As minhas tias. Duas delas. Uma do Alentejo, outra daqui. Ora a minha tia daqui, foi sem dúvida um elo importante, no meu nucleo familiar. Sem dúvida uma outra mãe. A mãe onde passava tardes inteiras na minha infância. Onde aprendi a gostar de tanta coisa. Onde sentia paz e sossego. Onde brincava com as suas filhas, as minhas primas. Enfim... com o tempo afastámo-nos. Eu afastei-me. Dizia eu que não tinha tempo. E na verdade não tinha. E é com isso na consciência que hei-de viver. Ela teve tempo para mim, mas eu não tive tempo para ela. E ela disse-me. Um dia. Um dia que já lá vai e que não voltará. - Hoje não tens tempo, mas quando eu ou o teu tio fechar os olhos, terás. Mas ai já não te veremos.
E esse dia chegou. E estas palavras veem vezes e vezes sem conta à minha memória. Hoje ela não me Vê. Hoje eu choro a sua ausência, lembrando a mim própria que tinha outras prioridades, coisas que pareciam tão coerentes e que agora já não me parecem assim tão importantes. Não importa o quê, importa é que eu não estive lá. Hoje o meu tio sofre. Claro que sim. Aquela tia era um rochedo. Tanto era que tudo dependia dela. Ela ajudava-os a todos.
E morre-se assim...
Num dia andamos a passear felizes a fazer planos, a tomar decisões...
No outro... bem no outro. No outro vem um ataque de tosse fortissimo e máta-nos sem dó nem piedade.
A tia A.M. morreu. Dizemos ao telefone. Como? Não pode ser...
E chegamos a receber telefonemas, para confirmar se realmente era verdade. Isto mostra-nos o quão forte e firme era ela. Assim. Tia... se eu pudesse. Sei que de nada agora vale. Mas com as minha atitudes vivo eu. E sou eu que viverei a pensar no tempo que não tive ou não quis ter. Sim porque quando se quer, esse tempo chega para tudo.
Lembro-me de tanta coisa, mas o que mais ficou, foi o seu chocolatinho quentinho. A sua enorme paciência e dedicação. O seu amor, por mim, quando eu parecia nunca ir tê-lo. Mas infelizmente a vida também me transformou assim. Despegada de tudo. A acreditar que para tudo iremos ter tempo. Quando na verdade não somos nada. Somos apenas aquilo que vivemos no dia a dia.
Teve uma morte sem muita dor. Um ataque de tosse. Um desmaio. A mão do tio e da prima por perto. E deixou-nos assim. Como pode a vida, atraiçoar-nos com uma coisa tão banal?
Então tossimos e morremos?
Só isso?
Não somos nada.
A si, que não ouvirá, mas que sempre soube, que foi uma das figuras mais centrais na minha vida. A si... prometo que irei ter tempo para o tio, porque infelizmente, para si já precisarei de ter.
Fátima.
E esse dia chegou. E estas palavras veem vezes e vezes sem conta à minha memória. Hoje ela não me Vê. Hoje eu choro a sua ausência, lembrando a mim própria que tinha outras prioridades, coisas que pareciam tão coerentes e que agora já não me parecem assim tão importantes. Não importa o quê, importa é que eu não estive lá. Hoje o meu tio sofre. Claro que sim. Aquela tia era um rochedo. Tanto era que tudo dependia dela. Ela ajudava-os a todos.
E morre-se assim...
Num dia andamos a passear felizes a fazer planos, a tomar decisões...
No outro... bem no outro. No outro vem um ataque de tosse fortissimo e máta-nos sem dó nem piedade.
A tia A.M. morreu. Dizemos ao telefone. Como? Não pode ser...
E chegamos a receber telefonemas, para confirmar se realmente era verdade. Isto mostra-nos o quão forte e firme era ela. Assim. Tia... se eu pudesse. Sei que de nada agora vale. Mas com as minha atitudes vivo eu. E sou eu que viverei a pensar no tempo que não tive ou não quis ter. Sim porque quando se quer, esse tempo chega para tudo.
Lembro-me de tanta coisa, mas o que mais ficou, foi o seu chocolatinho quentinho. A sua enorme paciência e dedicação. O seu amor, por mim, quando eu parecia nunca ir tê-lo. Mas infelizmente a vida também me transformou assim. Despegada de tudo. A acreditar que para tudo iremos ter tempo. Quando na verdade não somos nada. Somos apenas aquilo que vivemos no dia a dia.
Teve uma morte sem muita dor. Um ataque de tosse. Um desmaio. A mão do tio e da prima por perto. E deixou-nos assim. Como pode a vida, atraiçoar-nos com uma coisa tão banal?
Então tossimos e morremos?
Só isso?
Não somos nada.
A si, que não ouvirá, mas que sempre soube, que foi uma das figuras mais centrais na minha vida. A si... prometo que irei ter tempo para o tio, porque infelizmente, para si já precisarei de ter.
Fátima.
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