terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Simples mas intenso
Ontem chorei como tantas vezes. Porque embora a intensidade da infertilidade já não seja em mim o que foi, ainda o é sem dúvida, nalguns momentos. E ontem aconteceu. Aconteceu que lágrimas desceram dos meus olhos por ver a felicidade da Mel. Por uma coisa tão simples, como ver videos, ver DVD´S ou ter mais um miminho fazerem aqueles dois olhos, que mais parecem pérolas, brilharem com uma enorme intensidade. Então repeti a mim mesma. É minha. É real. Existe. Por vezes a névoa ainda traça o meu caminho. Mas depois um lindo raio de sol, faz desanuviá-la. "Mamã também quéio pintar os olhos." "Mamã põe o teu pefume." E assim pé ante pé, ela toma conta de mim, numa agilidade precoce para os seus 28 mesitos. E mima-me. Dando o vigor que a minha alma tanto necessitou e que por vezes ainda procura. Depois é o pai. "Pai adóu.te." E lá vem o abraço familiar. Aquele abraço que ela tanto ama, mas que nem sabe a leveza que nos dá. E assim ao longo destes 28 meses, a nossa casa foi ficando muito mais cheia e muito mais vazia. Cheia de alegria e sorrisos. Vazia de mágoa, desespero e tristeza. Porque é assim que tem que ser. É assim que sem dúvida temos que viver. Felizes. Radiantes e muito mais cheios de nós.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Olá
Heis que agora me mudo com armas e bagagens para aqui.
Sempre gostei de escrever. Mas ultimamente não havia muito tempo. Agora que tudo começa a voltar à normalidade, finalmente começo ou recomeço o que há muito terminei e que agora dou prosseguimento.
As palavras soltam-se a cada batida no teclado. Singelas. Cheias de mim. Cheias do que sou e da vivência do meu passado. Resta-me pensar e tentar organizar o futuro. Resta-me viver plenamente este presente. Que de futuro e passado se faz e transforma.
Mas quem sou? Sou uma mulher de 38 anos, casa à quase 18 anos e com uma filha de 2 anos e meio (praticamente). Digamos que vivo em pleno a segunda etapa da minha vida. Que começou posso dizer aos 30. Os trinta anos. Uma década de profundas mudanças. Já não sou nova, mas de certo velha não serei. A década que tanto me fez sofrer, amar e lutar. Fiquei sem a segunda trompa. Quis desistir do casamento. Entrei na Universidade um sonho desejado desde sempre. Fui à luta. Tive a M. O meu casamento voltou a ser ideal. Deixei o trabalho que não amava e vim à luta por um que me dê mais prazer, enquanto profissional. Digamos que recomecei a viver na segunda metade da minha vida. Amo o meu marido. Amo a minha filha. Amo a minha vida. Estou de bem comigo mesma.
Palavras de mim. Extractos de mim...
Sempre gostei de escrever. Mas ultimamente não havia muito tempo. Agora que tudo começa a voltar à normalidade, finalmente começo ou recomeço o que há muito terminei e que agora dou prosseguimento.
As palavras soltam-se a cada batida no teclado. Singelas. Cheias de mim. Cheias do que sou e da vivência do meu passado. Resta-me pensar e tentar organizar o futuro. Resta-me viver plenamente este presente. Que de futuro e passado se faz e transforma.
Mas quem sou? Sou uma mulher de 38 anos, casa à quase 18 anos e com uma filha de 2 anos e meio (praticamente). Digamos que vivo em pleno a segunda etapa da minha vida. Que começou posso dizer aos 30. Os trinta anos. Uma década de profundas mudanças. Já não sou nova, mas de certo velha não serei. A década que tanto me fez sofrer, amar e lutar. Fiquei sem a segunda trompa. Quis desistir do casamento. Entrei na Universidade um sonho desejado desde sempre. Fui à luta. Tive a M. O meu casamento voltou a ser ideal. Deixei o trabalho que não amava e vim à luta por um que me dê mais prazer, enquanto profissional. Digamos que recomecei a viver na segunda metade da minha vida. Amo o meu marido. Amo a minha filha. Amo a minha vida. Estou de bem comigo mesma.
Palavras de mim. Extractos de mim...
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