Estou mesmo a passar-me com isto tudo!
Parece um complot contra mim... Não, não acredito muito nisso. Mas que parece, parece.
Há cerca de 4/5 semanas atrás, andei doentissíma, pensava eu ser do sistema nervoso, quando depois de fazer o Exame de CA II e ter reprovado, pois claro, descobri que tinha sido um virus.
Depois foi mais semana com perda de aulas, devido a eu própria ter transmitido o dito à Mel.
Depois na outra semana foi a vez do morzão ser operado e perdi mais uma semana de aulas e mais um exame.
Agora foi a Mel que ficou doente novamente, perdi mais uma semana de aulas, mais um teste e tenho um trabalho que não sei se conseguirei fazer, pois não sei se poderei ir ter com o meu grupo de trabalho, uma vez que o meu sobrinho, que adoeceu ontem com o dito, foi para casa da minha mãe, onde eu ia deixar a Mel, para poder fazer o tal trabalho. Contudo deixar a Mel, juntamente com o primo, não me parece, porque tenho receio que ela fique novamente doente. E de doenças já lhe chegam!!!! Sei que pode apanhar este problema em qualquer sitio, e não é essa a questão. O médico é que me pediu, que evitasse mais contágios e resguardasse a menina.
COM ISTO TUDO...
Tenho passado o semestre entre hospitais, com a familia doente (e isso sim é que me preocupa mesmo muito), pedidos de desculpa aos professores, pedidos de cópias das aulas às colegas (que já nem devem acreditar me tanta desculpa junta...)!!
POR ISSO...
Já CHEGA.
Quero poder terminar o meu curso. Estou farta e cansada de andar de noite (quando posso) a fazer tantos sacríficios, para depois ser impedida de realizar e obter resultados.
Quero ter tempo, disponibilidade para alançar o sucesso nas disciplinas, atingir o objectivo a que me propus e acima de tudo muita saúde para minha família e para mim própria.
Haja alegria :)
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
Resgate de mim.
Nestes últimos tempos dei por mim a perguntar-me:
Hey... onde andas? Como ficáste assim? Amorfa, ostrizada, silênciosamente despida de ti?
E heis que me encontro numa qualquer frase escrita aqui do meu livro da vida, transformada em recordações. A jovem destemida. A jovem fortelecida. A mulher exigente. A mulher que ...
Depois veio este silêncio. Este deixar que a vida percorra a estrada da minha vida, por mim, que me limito tão só a segui-la. Já não respondo a provocações. Já nem incomodo com piadas sobre mim. Já...
Será a maturidade da idade que avança e me cobre, despindo-me de sentimentos desnecessários? Ou será apenas, cansaço de lutar constantemente sobre um mundo, que aos poucos me aprisionou?
Será que já nada preciso de provar, porque a mim própria já tudo provei? Ou será porque, estou imensamente cansada e já não desejo responder?
E afinal porque insistimos em nos magoar mutuamente, seja por silêncios, seja por meias palavras, ou por palavras inteiras? Seja por risos, ou sorrisos? Ou serão lágrimas? Não sei. O ser humano, tem esta imensidão de sentimentos. Passamos por tantas transformações. Absorvemos tantos valores. E depois mesclados no nosso ser, ficam emoções nem que sempre se vivem da melhor forma. E há o afastamento. Umas vezes por desinterese. Outras por mágoa, outras por inveja?! se é que este sentimento existe na realidade. Não me identifico muito com ele, e nas minhas amizades também não o sinto vivido. Por isso fiquemos talvez pela essência da vida. Afastamo-nos, porque sim. Porque vivemos vidas próprias com ritmos diferentes. Sentimos necessidades iguais em períodos distintos. E contudo, estamos sempre presentes quando precisamos e precisam de nós. Mas é isso a essencia da verdadeira amizade?
E eu? Onde estou eu? Os meus pedacinhos?
Hoje decidi fazer o resgate de mim. E apercebi-me que ao contrário do que acontecia anteriormente, dou comigo muito mais exigente em relação aos outros e aos seus sentimentos por mim. Apercebi-me que não tenho o dever só de dar, mas também o direito de receber. E acima de tudo, limito-me à minha sinceridade mais sincera. E falo. E exponho. E reclamo. E enfrento. Como outrora o fizera. Sim. Sempre fui directa e ferozmente verdadeira. Até demais. Hoje consigo, penso eu, conciliar estes dois mundos.
Queres de mim? Dá-me também. Não... não. Nada de confusões. Não falo no plano material. Mas no outro transcendente. Naquele carinho sincero. Naquele gesto amigo.
Eu estou aqui. Nem sempre estive aí. Mas hoje... HOJE estou aqui. Para quem me quiser ouvir, para quem me quiser falar. Mas nunca para quem me quiser magoar.
Enfretamos as lides com respeito. Sejamos sinceros. Para quê usar palavras falsas, quando o quotidiano a nós nos mostra a verdadeira essencia de nós?
Mentir? Provocar? Aldrabar??
Para quê? Qual a necessidade de...??
Ontem fui para a Escola Superior a fazer um trabalho em grupo. Inevitavelmente, extrapolámos para outros assuntos. O que fazer quando nos desejam mal? Costuma-se dizer que não acreditamos nelas, mas que las há, las há. Eu dizia... "disparate... quem é que tem interesse em nos desejar mal?"
"Tantas pessoas, diziam elas. " no gozo comigo. :)
"Acham?? Mas isso está resolvido. Quem nos deseja mal, também não deve ter muito interesse, porque depois tudo isso se inverte."
"Como assim?"
"Então segundo esta lógica, desejam-nos mal. A vida começa-nos a correr mal e pronto. Mas quando se deseja mal é porque estamos com sentimentos negativos não é verdade? Então... essa carga negativa também envolve a pessoa que a sente... Por isso a meu ver não tem lógica. Inveja, e desejar mal..."
"Pois, mas..." E lá continuaram...
"Olha sabem que mais, têm que ler aquele livro "O segredo". Eu já o li. E aprendi que ninguém deve desejar mal, ou qualquer outra coisa... mas para compreenderem melhor, leiam o livro :)"
E lá foram as colegas com essa na manga.
Agora sinceramente: desejar mal? inveja?? Não sinto isso nos outros em relação a mim. Nem eu em relação aos outros. Temos por vezes momentos de fraqueza em que eventualmente isso até pode passar nos nossos pensamentos. Mas como já aprendi, recupero depressa a minha forma de estar: quero ser feliz e vou ser feliz. Desejo tudo de bom para mim e para todos os que me rodeiam. Por isso escrevo o que vivo, vivo o que escrevo. Falo o que sinto, sinto o que falo. As minhas palavras a mim pertencem. A minha vida, sou eu que a vivo. As minhas mentiras serei eu que as sinto. Por isso me pergunto, vale a pena mentir? NÃO.
Sinto-me liberta finalmente, porque de mim me livrei. Sinto que posso voar e alcançar o sol, ou apenas o seu raio.
Hoje estou aqui. Sim aqui. Fazendo, alcançando e resgantando-me mim.
Hey... onde andas? Como ficáste assim? Amorfa, ostrizada, silênciosamente despida de ti?
E heis que me encontro numa qualquer frase escrita aqui do meu livro da vida, transformada em recordações. A jovem destemida. A jovem fortelecida. A mulher exigente. A mulher que ...
Depois veio este silêncio. Este deixar que a vida percorra a estrada da minha vida, por mim, que me limito tão só a segui-la. Já não respondo a provocações. Já nem incomodo com piadas sobre mim. Já...
Será a maturidade da idade que avança e me cobre, despindo-me de sentimentos desnecessários? Ou será apenas, cansaço de lutar constantemente sobre um mundo, que aos poucos me aprisionou?
Será que já nada preciso de provar, porque a mim própria já tudo provei? Ou será porque, estou imensamente cansada e já não desejo responder?
E afinal porque insistimos em nos magoar mutuamente, seja por silêncios, seja por meias palavras, ou por palavras inteiras? Seja por risos, ou sorrisos? Ou serão lágrimas? Não sei. O ser humano, tem esta imensidão de sentimentos. Passamos por tantas transformações. Absorvemos tantos valores. E depois mesclados no nosso ser, ficam emoções nem que sempre se vivem da melhor forma. E há o afastamento. Umas vezes por desinterese. Outras por mágoa, outras por inveja?! se é que este sentimento existe na realidade. Não me identifico muito com ele, e nas minhas amizades também não o sinto vivido. Por isso fiquemos talvez pela essência da vida. Afastamo-nos, porque sim. Porque vivemos vidas próprias com ritmos diferentes. Sentimos necessidades iguais em períodos distintos. E contudo, estamos sempre presentes quando precisamos e precisam de nós. Mas é isso a essencia da verdadeira amizade?
E eu? Onde estou eu? Os meus pedacinhos?
Hoje decidi fazer o resgate de mim. E apercebi-me que ao contrário do que acontecia anteriormente, dou comigo muito mais exigente em relação aos outros e aos seus sentimentos por mim. Apercebi-me que não tenho o dever só de dar, mas também o direito de receber. E acima de tudo, limito-me à minha sinceridade mais sincera. E falo. E exponho. E reclamo. E enfrento. Como outrora o fizera. Sim. Sempre fui directa e ferozmente verdadeira. Até demais. Hoje consigo, penso eu, conciliar estes dois mundos.
Queres de mim? Dá-me também. Não... não. Nada de confusões. Não falo no plano material. Mas no outro transcendente. Naquele carinho sincero. Naquele gesto amigo.
Eu estou aqui. Nem sempre estive aí. Mas hoje... HOJE estou aqui. Para quem me quiser ouvir, para quem me quiser falar. Mas nunca para quem me quiser magoar.
Enfretamos as lides com respeito. Sejamos sinceros. Para quê usar palavras falsas, quando o quotidiano a nós nos mostra a verdadeira essencia de nós?
Mentir? Provocar? Aldrabar??
Para quê? Qual a necessidade de...??
Ontem fui para a Escola Superior a fazer um trabalho em grupo. Inevitavelmente, extrapolámos para outros assuntos. O que fazer quando nos desejam mal? Costuma-se dizer que não acreditamos nelas, mas que las há, las há. Eu dizia... "disparate... quem é que tem interesse em nos desejar mal?"
"Tantas pessoas, diziam elas. " no gozo comigo. :)
"Acham?? Mas isso está resolvido. Quem nos deseja mal, também não deve ter muito interesse, porque depois tudo isso se inverte."
"Como assim?"
"Então segundo esta lógica, desejam-nos mal. A vida começa-nos a correr mal e pronto. Mas quando se deseja mal é porque estamos com sentimentos negativos não é verdade? Então... essa carga negativa também envolve a pessoa que a sente... Por isso a meu ver não tem lógica. Inveja, e desejar mal..."
"Pois, mas..." E lá continuaram...
"Olha sabem que mais, têm que ler aquele livro "O segredo". Eu já o li. E aprendi que ninguém deve desejar mal, ou qualquer outra coisa... mas para compreenderem melhor, leiam o livro :)"
E lá foram as colegas com essa na manga.
Agora sinceramente: desejar mal? inveja?? Não sinto isso nos outros em relação a mim. Nem eu em relação aos outros. Temos por vezes momentos de fraqueza em que eventualmente isso até pode passar nos nossos pensamentos. Mas como já aprendi, recupero depressa a minha forma de estar: quero ser feliz e vou ser feliz. Desejo tudo de bom para mim e para todos os que me rodeiam. Por isso escrevo o que vivo, vivo o que escrevo. Falo o que sinto, sinto o que falo. As minhas palavras a mim pertencem. A minha vida, sou eu que a vivo. As minhas mentiras serei eu que as sinto. Por isso me pergunto, vale a pena mentir? NÃO.
Sinto-me liberta finalmente, porque de mim me livrei. Sinto que posso voar e alcançar o sol, ou apenas o seu raio.
Hoje estou aqui. Sim aqui. Fazendo, alcançando e resgantando-me mim.
sábado, 11 de outubro de 2008
Esta crise que não passa...
... mas que vai ter que passar.
Estamos no meio de uma enorme crise. A mais grave dos últimos anos. 20 Acho eu.
E se chegámos aqui, a verdade é que não se sabe para onde vamos. Faz sentido sentirmos medo. Nós o povo depressivo da Europa. Nós os consumidores de medicação para a ansiedade, depressão, etc. Nós que estamos em primeiro lugar de todas as estatísticas piores. Enfim. Mas o incrível é que nós nos estamos a aguentar. Eu acredito que sendo um pequeno país, esta crise financeira terá menores repercussões. Por isso vamos ter calma. O momento é de pânico sim senhor, mas nem para todos. O comum dos mortais, não deve recear perder as suas economias. Este pânico generalisado, deve abranger mais os grandes investidores. Aqueles que tendo titulos de investimento, com grande investimentos. É disso que se trata. O nosso país já afirmou que as poupanças estão salvaguardadas. Por isso calma. Não vamos criar uma situação gigantesca e desproporcionada, tirando todo o nosso capital do banco e descapitalizando os bancos. Isso sim seria CATASTRÓFICO. Vamos ser optimistas. Embora o momento não seja para grandes nem pequenas ilusões. O preço das matérias primas essenciais teve o seu ponto máximo em março deste ano- acho eu, mas neste momento caiu quase para metade, contudo no consumidor final, essa descida não se reflectiu. O preço do pretóleo está sempre a cair, mas no preço do consumidor não se verifica(http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id= 335252) . As taxas de juro do banco central europeu estão a 4,25% (os bancos pagam esta taxa de juro ao BCE), nós pagamos a 5,17% (aos nossos bancos). Isto porque os bancos estão a manter o dinheiro cativo neles próprios e não emprestando a outros bancos, o que faz com que auto-finaciem com o dinheiro que resulta da diferença entre as taxas. OU seja. É tudo nós. Mas há que salientar, que esta não é uma situação vivida só por Portugal. É uma situação em larga escala. O que já fez originar, a possibilidade de o BCE, criar um Decreto Lei, com a intenção de manter taxas fixas (por ex na euribor), fixando estas às verdadeiras % da taxa de referência. Esta situação é única. É dificil de concretizar, mas pode acontecer a qualquer momento. Isto porque o BCE tem duas "obrigações" uma controlar a taxa de juro (que tenta através da subida constante das taxas de juro) e outra é de criar economia (o que não tem acontecido, porque tem sido preterido, pela inflação). É por todas estas situações, ditas de emergência, que estão a obrigar a grandes e dificei soluções, que eu acredito, que apesar de a crise estar aí e até poder demorar a ser controlada, que a mesma irá aos poucos desaparecer, porque neste momento estão todos atentos, a...
nsioliticos,
Estamos no meio de uma enorme crise. A mais grave dos últimos anos. 20 Acho eu.
E se chegámos aqui, a verdade é que não se sabe para onde vamos. Faz sentido sentirmos medo. Nós o povo depressivo da Europa. Nós os consumidores de medicação para a ansiedade, depressão, etc. Nós que estamos em primeiro lugar de todas as estatísticas piores. Enfim. Mas o incrível é que nós nos estamos a aguentar. Eu acredito que sendo um pequeno país, esta crise financeira terá menores repercussões. Por isso vamos ter calma. O momento é de pânico sim senhor, mas nem para todos. O comum dos mortais, não deve recear perder as suas economias. Este pânico generalisado, deve abranger mais os grandes investidores. Aqueles que tendo titulos de investimento, com grande investimentos. É disso que se trata. O nosso país já afirmou que as poupanças estão salvaguardadas. Por isso calma. Não vamos criar uma situação gigantesca e desproporcionada, tirando todo o nosso capital do banco e descapitalizando os bancos. Isso sim seria CATASTRÓFICO. Vamos ser optimistas. Embora o momento não seja para grandes nem pequenas ilusões. O preço das matérias primas essenciais teve o seu ponto máximo em março deste ano- acho eu, mas neste momento caiu quase para metade, contudo no consumidor final, essa descida não se reflectiu. O preço do pretóleo está sempre a cair, mas no preço do consumidor não se verifica(http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id= 335252) . As taxas de juro do banco central europeu estão a 4,25% (os bancos pagam esta taxa de juro ao BCE), nós pagamos a 5,17% (aos nossos bancos). Isto porque os bancos estão a manter o dinheiro cativo neles próprios e não emprestando a outros bancos, o que faz com que auto-finaciem com o dinheiro que resulta da diferença entre as taxas. OU seja. É tudo nós. Mas há que salientar, que esta não é uma situação vivida só por Portugal. É uma situação em larga escala. O que já fez originar, a possibilidade de o BCE, criar um Decreto Lei, com a intenção de manter taxas fixas (por ex na euribor), fixando estas às verdadeiras % da taxa de referência. Esta situação é única. É dificil de concretizar, mas pode acontecer a qualquer momento. Isto porque o BCE tem duas "obrigações" uma controlar a taxa de juro (que tenta através da subida constante das taxas de juro) e outra é de criar economia (o que não tem acontecido, porque tem sido preterido, pela inflação). É por todas estas situações, ditas de emergência, que estão a obrigar a grandes e dificei soluções, que eu acredito, que apesar de a crise estar aí e até poder demorar a ser controlada, que a mesma irá aos poucos desaparecer, porque neste momento estão todos atentos, a...
nsioliticos,
domingo, 5 de outubro de 2008
Ás vezes...
... tudo parece desmoronar.
Ontem tive mais um daqueles telefonemas incómodos. Eu soube assim que o ouvi que as coisas não tinham sido como me contaram. Uma pessoa amiga, de quem gosto muito, tentou partir deste mundo pelas suas próprias mãos. Mãe do Céu. Mais uma. Ficou a pessoa a ser seguida no hospital, claro. Mas que raio de mundo é este? E esta droga desta crise que não passa?? Está a desfazer famílias. Já nem sei o que dizer.
Depois de falar com a pessoa, expliquei-lhe que não se podia dar ao "luxo" de desaperecer assim da nossa vida.Que precisamos dela. Que a f. precisa dela. Mais que ninguém. Depois lá me explicou que a pressão estava a ser demasiada. E como sempre, do fundo do meu coração eu compreendi. Mas não aceitei aquele acto desmedido. Chorámos juntas. Claro que sim.
Ontem também recebi um telefonema da minha sogra a dizer que se estava a sentir, muito sozinha e carente (tinha a tensão a 17/9), mas depois baixou um pouco. Como eu queria estar com ela, pedi-lhe que viesse para perto de nós na nossa casa. Mas ela diz que primeiro tem que ter mais forças e que depois virá. Sei que vira. LOL. Acabámos por rir um bocadinho, que bem precisávamos.
Mas apesar dos apesar, continuo com fé e optimista que os meus dias irão ser infinitamente melhores. Que as páginas que irei virar no livro da minha vida, serão de felicidade e optimismo. Sei que vamos voltar a sorrir todos juntos. Porque o amanhã é infinitamente melhor e muito melhor, que o meu hoje.
F.
Ontem tive mais um daqueles telefonemas incómodos. Eu soube assim que o ouvi que as coisas não tinham sido como me contaram. Uma pessoa amiga, de quem gosto muito, tentou partir deste mundo pelas suas próprias mãos. Mãe do Céu. Mais uma. Ficou a pessoa a ser seguida no hospital, claro. Mas que raio de mundo é este? E esta droga desta crise que não passa?? Está a desfazer famílias. Já nem sei o que dizer.
Depois de falar com a pessoa, expliquei-lhe que não se podia dar ao "luxo" de desaperecer assim da nossa vida.Que precisamos dela. Que a f. precisa dela. Mais que ninguém. Depois lá me explicou que a pressão estava a ser demasiada. E como sempre, do fundo do meu coração eu compreendi. Mas não aceitei aquele acto desmedido. Chorámos juntas. Claro que sim.
Ontem também recebi um telefonema da minha sogra a dizer que se estava a sentir, muito sozinha e carente (tinha a tensão a 17/9), mas depois baixou um pouco. Como eu queria estar com ela, pedi-lhe que viesse para perto de nós na nossa casa. Mas ela diz que primeiro tem que ter mais forças e que depois virá. Sei que vira. LOL. Acabámos por rir um bocadinho, que bem precisávamos.
Mas apesar dos apesar, continuo com fé e optimista que os meus dias irão ser infinitamente melhores. Que as páginas que irei virar no livro da minha vida, serão de felicidade e optimismo. Sei que vamos voltar a sorrir todos juntos. Porque o amanhã é infinitamente melhor e muito melhor, que o meu hoje.
F.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Sem titulo
Já nem sei que titulo hei-de dar.
A minha vida está um caos. São tantas as flechas que nem sei para onde me desviar.
É a minha mãe com uma crise existêncial. Quer o que não quer, e não tem o que tem. Está sempre a colocar a situação da Mel, em ponto de interrogação. Num momento quer ficar com ela, noutro não quer. Quer ir trabalhar. Se a Mel fica de noite com ela, diz que arranja um trabalho de noite, se a menina vai de manhã, diz que arranja um trabalho de manhã. Se lhe digo que a tiro de lá, entra em ansiedade e pede-me por tudo que ela fique lá. Só sabe dizer que não é feliz com o meu pai. Enfim, uma vida em desagrado. Já não sabemos o que lhe havemos de fazer. Pobre pai. Que tem os seus defeitos, mas que também já não sabe o que lhe há-de fazer. A verdade é que como casal não funcionam e na verdade nunca funcionaram. Enfim.
É a situação do L. que não se resolve. A consulta foi adiada. Ele já está em ponto de saturação. E torna-se impaciente. O que origina a que quando tenha que resolver algumas situações as faça sem ter a cabeça assente, o que depois despoleta situações mais complicadas para nós.
Foi a morte da minha tia.
A Mel caiu e ia partindo um dente. Um enorme susto. Sangue por tudo onde era sitio. E eu aqui sempre sozinha. Mais pareço uma mãe solteira.
As taxas de juro que não páram de subir. Andam aí meia dúzia de fulanos a prejudicar as nossas vidas, com decisões mal tomadas e nós a ter que levar com isto tudo.
Estou farta. Estou cansada.
QUERO: paz, sossego, estabilidade financeira e emocional. E muita saúde.
Até já.
A minha vida está um caos. São tantas as flechas que nem sei para onde me desviar.
É a minha mãe com uma crise existêncial. Quer o que não quer, e não tem o que tem. Está sempre a colocar a situação da Mel, em ponto de interrogação. Num momento quer ficar com ela, noutro não quer. Quer ir trabalhar. Se a Mel fica de noite com ela, diz que arranja um trabalho de noite, se a menina vai de manhã, diz que arranja um trabalho de manhã. Se lhe digo que a tiro de lá, entra em ansiedade e pede-me por tudo que ela fique lá. Só sabe dizer que não é feliz com o meu pai. Enfim, uma vida em desagrado. Já não sabemos o que lhe havemos de fazer. Pobre pai. Que tem os seus defeitos, mas que também já não sabe o que lhe há-de fazer. A verdade é que como casal não funcionam e na verdade nunca funcionaram. Enfim.
É a situação do L. que não se resolve. A consulta foi adiada. Ele já está em ponto de saturação. E torna-se impaciente. O que origina a que quando tenha que resolver algumas situações as faça sem ter a cabeça assente, o que depois despoleta situações mais complicadas para nós.
Foi a morte da minha tia.
A Mel caiu e ia partindo um dente. Um enorme susto. Sangue por tudo onde era sitio. E eu aqui sempre sozinha. Mais pareço uma mãe solteira.
As taxas de juro que não páram de subir. Andam aí meia dúzia de fulanos a prejudicar as nossas vidas, com decisões mal tomadas e nós a ter que levar com isto tudo.
Estou farta. Estou cansada.
QUERO: paz, sossego, estabilidade financeira e emocional. E muita saúde.
Até já.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
28 Setembro 2008
Nas nossas vida há sempre figuras que nos marcam. Pessoas que por um ou outro motivo, ficam para sempre como sendo nossas. Na minha vida tive várias figuras maternais. A minha avó. A minha mãe. As minhas tias. Duas delas. Uma do Alentejo, outra daqui. Ora a minha tia daqui, foi sem dúvida um elo importante, no meu nucleo familiar. Sem dúvida uma outra mãe. A mãe onde passava tardes inteiras na minha infância. Onde aprendi a gostar de tanta coisa. Onde sentia paz e sossego. Onde brincava com as suas filhas, as minhas primas. Enfim... com o tempo afastámo-nos. Eu afastei-me. Dizia eu que não tinha tempo. E na verdade não tinha. E é com isso na consciência que hei-de viver. Ela teve tempo para mim, mas eu não tive tempo para ela. E ela disse-me. Um dia. Um dia que já lá vai e que não voltará. - Hoje não tens tempo, mas quando eu ou o teu tio fechar os olhos, terás. Mas ai já não te veremos.
E esse dia chegou. E estas palavras veem vezes e vezes sem conta à minha memória. Hoje ela não me Vê. Hoje eu choro a sua ausência, lembrando a mim própria que tinha outras prioridades, coisas que pareciam tão coerentes e que agora já não me parecem assim tão importantes. Não importa o quê, importa é que eu não estive lá. Hoje o meu tio sofre. Claro que sim. Aquela tia era um rochedo. Tanto era que tudo dependia dela. Ela ajudava-os a todos.
E morre-se assim...
Num dia andamos a passear felizes a fazer planos, a tomar decisões...
No outro... bem no outro. No outro vem um ataque de tosse fortissimo e máta-nos sem dó nem piedade.
A tia A.M. morreu. Dizemos ao telefone. Como? Não pode ser...
E chegamos a receber telefonemas, para confirmar se realmente era verdade. Isto mostra-nos o quão forte e firme era ela. Assim. Tia... se eu pudesse. Sei que de nada agora vale. Mas com as minha atitudes vivo eu. E sou eu que viverei a pensar no tempo que não tive ou não quis ter. Sim porque quando se quer, esse tempo chega para tudo.
Lembro-me de tanta coisa, mas o que mais ficou, foi o seu chocolatinho quentinho. A sua enorme paciência e dedicação. O seu amor, por mim, quando eu parecia nunca ir tê-lo. Mas infelizmente a vida também me transformou assim. Despegada de tudo. A acreditar que para tudo iremos ter tempo. Quando na verdade não somos nada. Somos apenas aquilo que vivemos no dia a dia.
Teve uma morte sem muita dor. Um ataque de tosse. Um desmaio. A mão do tio e da prima por perto. E deixou-nos assim. Como pode a vida, atraiçoar-nos com uma coisa tão banal?
Então tossimos e morremos?
Só isso?
Não somos nada.
A si, que não ouvirá, mas que sempre soube, que foi uma das figuras mais centrais na minha vida. A si... prometo que irei ter tempo para o tio, porque infelizmente, para si já precisarei de ter.
Fátima.
E esse dia chegou. E estas palavras veem vezes e vezes sem conta à minha memória. Hoje ela não me Vê. Hoje eu choro a sua ausência, lembrando a mim própria que tinha outras prioridades, coisas que pareciam tão coerentes e que agora já não me parecem assim tão importantes. Não importa o quê, importa é que eu não estive lá. Hoje o meu tio sofre. Claro que sim. Aquela tia era um rochedo. Tanto era que tudo dependia dela. Ela ajudava-os a todos.
E morre-se assim...
Num dia andamos a passear felizes a fazer planos, a tomar decisões...
No outro... bem no outro. No outro vem um ataque de tosse fortissimo e máta-nos sem dó nem piedade.
A tia A.M. morreu. Dizemos ao telefone. Como? Não pode ser...
E chegamos a receber telefonemas, para confirmar se realmente era verdade. Isto mostra-nos o quão forte e firme era ela. Assim. Tia... se eu pudesse. Sei que de nada agora vale. Mas com as minha atitudes vivo eu. E sou eu que viverei a pensar no tempo que não tive ou não quis ter. Sim porque quando se quer, esse tempo chega para tudo.
Lembro-me de tanta coisa, mas o que mais ficou, foi o seu chocolatinho quentinho. A sua enorme paciência e dedicação. O seu amor, por mim, quando eu parecia nunca ir tê-lo. Mas infelizmente a vida também me transformou assim. Despegada de tudo. A acreditar que para tudo iremos ter tempo. Quando na verdade não somos nada. Somos apenas aquilo que vivemos no dia a dia.
Teve uma morte sem muita dor. Um ataque de tosse. Um desmaio. A mão do tio e da prima por perto. E deixou-nos assim. Como pode a vida, atraiçoar-nos com uma coisa tão banal?
Então tossimos e morremos?
Só isso?
Não somos nada.
A si, que não ouvirá, mas que sempre soube, que foi uma das figuras mais centrais na minha vida. A si... prometo que irei ter tempo para o tio, porque infelizmente, para si já precisarei de ter.
Fátima.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Estava eu tão feliz...
... que depois nem sei como me aguentei, com tudo por o que passei.
A Melzita, fez uma faringite e ficou na UICD 18 horas a soro. Chegou a fazer raios de sangue nos vómitos, porque estes estavam incontroláveis. E tudo aconteceu assim de um momento para o outro, sem qualquer espécie de aviso. Depois fez urticária e não conseguia dormir devido a isso. Agora está a ressonar e por vezes acorda, pois sente algumas dificuldades. Está tão magrinha, mas muito alta. Minha riqueza. A dor que isto me dá. A semana de férias do pai, foi toda a tentar recuperá-la. Mas felizmente a minha princesa já se apresenta bem.
Mostrei finalmente os meus exames à médica, e ela explicou ao meu querido esposo que está tudo bem. (Eu não pude ir à consulta, porque estava na UICD com a Mel.)
Sobre estas dores que sinto, ela diz que só evitanto/ controlando a quantidade de gordura que ingiro, é que é as deixo de ter. Contudo no domingo repeti a dose. E doem tanto. Como doem!!! Vão ter que passar também... é uma ordem... :)
Fomos ao jardim zoológico e a criança amou de paixão.
A Melzita, fez uma faringite e ficou na UICD 18 horas a soro. Chegou a fazer raios de sangue nos vómitos, porque estes estavam incontroláveis. E tudo aconteceu assim de um momento para o outro, sem qualquer espécie de aviso. Depois fez urticária e não conseguia dormir devido a isso. Agora está a ressonar e por vezes acorda, pois sente algumas dificuldades. Está tão magrinha, mas muito alta. Minha riqueza. A dor que isto me dá. A semana de férias do pai, foi toda a tentar recuperá-la. Mas felizmente a minha princesa já se apresenta bem.
Mostrei finalmente os meus exames à médica, e ela explicou ao meu querido esposo que está tudo bem. (Eu não pude ir à consulta, porque estava na UICD com a Mel.)
Sobre estas dores que sinto, ela diz que só evitanto/ controlando a quantidade de gordura que ingiro, é que é as deixo de ter. Contudo no domingo repeti a dose. E doem tanto. Como doem!!! Vão ter que passar também... é uma ordem... :)
Fomos ao jardim zoológico e a criança amou de paixão.
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