Já nem sei que titulo hei-de dar.
A minha vida está um caos. São tantas as flechas que nem sei para onde me desviar.
É a minha mãe com uma crise existêncial. Quer o que não quer, e não tem o que tem. Está sempre a colocar a situação da Mel, em ponto de interrogação. Num momento quer ficar com ela, noutro não quer. Quer ir trabalhar. Se a Mel fica de noite com ela, diz que arranja um trabalho de noite, se a menina vai de manhã, diz que arranja um trabalho de manhã. Se lhe digo que a tiro de lá, entra em ansiedade e pede-me por tudo que ela fique lá. Só sabe dizer que não é feliz com o meu pai. Enfim, uma vida em desagrado. Já não sabemos o que lhe havemos de fazer. Pobre pai. Que tem os seus defeitos, mas que também já não sabe o que lhe há-de fazer. A verdade é que como casal não funcionam e na verdade nunca funcionaram. Enfim.
É a situação do L. que não se resolve. A consulta foi adiada. Ele já está em ponto de saturação. E torna-se impaciente. O que origina a que quando tenha que resolver algumas situações as faça sem ter a cabeça assente, o que depois despoleta situações mais complicadas para nós.
Foi a morte da minha tia.
A Mel caiu e ia partindo um dente. Um enorme susto. Sangue por tudo onde era sitio. E eu aqui sempre sozinha. Mais pareço uma mãe solteira.
As taxas de juro que não páram de subir. Andam aí meia dúzia de fulanos a prejudicar as nossas vidas, com decisões mal tomadas e nós a ter que levar com isto tudo.
Estou farta. Estou cansada.
QUERO: paz, sossego, estabilidade financeira e emocional. E muita saúde.
Até já.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
28 Setembro 2008
Nas nossas vida há sempre figuras que nos marcam. Pessoas que por um ou outro motivo, ficam para sempre como sendo nossas. Na minha vida tive várias figuras maternais. A minha avó. A minha mãe. As minhas tias. Duas delas. Uma do Alentejo, outra daqui. Ora a minha tia daqui, foi sem dúvida um elo importante, no meu nucleo familiar. Sem dúvida uma outra mãe. A mãe onde passava tardes inteiras na minha infância. Onde aprendi a gostar de tanta coisa. Onde sentia paz e sossego. Onde brincava com as suas filhas, as minhas primas. Enfim... com o tempo afastámo-nos. Eu afastei-me. Dizia eu que não tinha tempo. E na verdade não tinha. E é com isso na consciência que hei-de viver. Ela teve tempo para mim, mas eu não tive tempo para ela. E ela disse-me. Um dia. Um dia que já lá vai e que não voltará. - Hoje não tens tempo, mas quando eu ou o teu tio fechar os olhos, terás. Mas ai já não te veremos.
E esse dia chegou. E estas palavras veem vezes e vezes sem conta à minha memória. Hoje ela não me Vê. Hoje eu choro a sua ausência, lembrando a mim própria que tinha outras prioridades, coisas que pareciam tão coerentes e que agora já não me parecem assim tão importantes. Não importa o quê, importa é que eu não estive lá. Hoje o meu tio sofre. Claro que sim. Aquela tia era um rochedo. Tanto era que tudo dependia dela. Ela ajudava-os a todos.
E morre-se assim...
Num dia andamos a passear felizes a fazer planos, a tomar decisões...
No outro... bem no outro. No outro vem um ataque de tosse fortissimo e máta-nos sem dó nem piedade.
A tia A.M. morreu. Dizemos ao telefone. Como? Não pode ser...
E chegamos a receber telefonemas, para confirmar se realmente era verdade. Isto mostra-nos o quão forte e firme era ela. Assim. Tia... se eu pudesse. Sei que de nada agora vale. Mas com as minha atitudes vivo eu. E sou eu que viverei a pensar no tempo que não tive ou não quis ter. Sim porque quando se quer, esse tempo chega para tudo.
Lembro-me de tanta coisa, mas o que mais ficou, foi o seu chocolatinho quentinho. A sua enorme paciência e dedicação. O seu amor, por mim, quando eu parecia nunca ir tê-lo. Mas infelizmente a vida também me transformou assim. Despegada de tudo. A acreditar que para tudo iremos ter tempo. Quando na verdade não somos nada. Somos apenas aquilo que vivemos no dia a dia.
Teve uma morte sem muita dor. Um ataque de tosse. Um desmaio. A mão do tio e da prima por perto. E deixou-nos assim. Como pode a vida, atraiçoar-nos com uma coisa tão banal?
Então tossimos e morremos?
Só isso?
Não somos nada.
A si, que não ouvirá, mas que sempre soube, que foi uma das figuras mais centrais na minha vida. A si... prometo que irei ter tempo para o tio, porque infelizmente, para si já precisarei de ter.
Fátima.
E esse dia chegou. E estas palavras veem vezes e vezes sem conta à minha memória. Hoje ela não me Vê. Hoje eu choro a sua ausência, lembrando a mim própria que tinha outras prioridades, coisas que pareciam tão coerentes e que agora já não me parecem assim tão importantes. Não importa o quê, importa é que eu não estive lá. Hoje o meu tio sofre. Claro que sim. Aquela tia era um rochedo. Tanto era que tudo dependia dela. Ela ajudava-os a todos.
E morre-se assim...
Num dia andamos a passear felizes a fazer planos, a tomar decisões...
No outro... bem no outro. No outro vem um ataque de tosse fortissimo e máta-nos sem dó nem piedade.
A tia A.M. morreu. Dizemos ao telefone. Como? Não pode ser...
E chegamos a receber telefonemas, para confirmar se realmente era verdade. Isto mostra-nos o quão forte e firme era ela. Assim. Tia... se eu pudesse. Sei que de nada agora vale. Mas com as minha atitudes vivo eu. E sou eu que viverei a pensar no tempo que não tive ou não quis ter. Sim porque quando se quer, esse tempo chega para tudo.
Lembro-me de tanta coisa, mas o que mais ficou, foi o seu chocolatinho quentinho. A sua enorme paciência e dedicação. O seu amor, por mim, quando eu parecia nunca ir tê-lo. Mas infelizmente a vida também me transformou assim. Despegada de tudo. A acreditar que para tudo iremos ter tempo. Quando na verdade não somos nada. Somos apenas aquilo que vivemos no dia a dia.
Teve uma morte sem muita dor. Um ataque de tosse. Um desmaio. A mão do tio e da prima por perto. E deixou-nos assim. Como pode a vida, atraiçoar-nos com uma coisa tão banal?
Então tossimos e morremos?
Só isso?
Não somos nada.
A si, que não ouvirá, mas que sempre soube, que foi uma das figuras mais centrais na minha vida. A si... prometo que irei ter tempo para o tio, porque infelizmente, para si já precisarei de ter.
Fátima.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Estava eu tão feliz...
... que depois nem sei como me aguentei, com tudo por o que passei.
A Melzita, fez uma faringite e ficou na UICD 18 horas a soro. Chegou a fazer raios de sangue nos vómitos, porque estes estavam incontroláveis. E tudo aconteceu assim de um momento para o outro, sem qualquer espécie de aviso. Depois fez urticária e não conseguia dormir devido a isso. Agora está a ressonar e por vezes acorda, pois sente algumas dificuldades. Está tão magrinha, mas muito alta. Minha riqueza. A dor que isto me dá. A semana de férias do pai, foi toda a tentar recuperá-la. Mas felizmente a minha princesa já se apresenta bem.
Mostrei finalmente os meus exames à médica, e ela explicou ao meu querido esposo que está tudo bem. (Eu não pude ir à consulta, porque estava na UICD com a Mel.)
Sobre estas dores que sinto, ela diz que só evitanto/ controlando a quantidade de gordura que ingiro, é que é as deixo de ter. Contudo no domingo repeti a dose. E doem tanto. Como doem!!! Vão ter que passar também... é uma ordem... :)
Fomos ao jardim zoológico e a criança amou de paixão.
A Melzita, fez uma faringite e ficou na UICD 18 horas a soro. Chegou a fazer raios de sangue nos vómitos, porque estes estavam incontroláveis. E tudo aconteceu assim de um momento para o outro, sem qualquer espécie de aviso. Depois fez urticária e não conseguia dormir devido a isso. Agora está a ressonar e por vezes acorda, pois sente algumas dificuldades. Está tão magrinha, mas muito alta. Minha riqueza. A dor que isto me dá. A semana de férias do pai, foi toda a tentar recuperá-la. Mas felizmente a minha princesa já se apresenta bem.
Mostrei finalmente os meus exames à médica, e ela explicou ao meu querido esposo que está tudo bem. (Eu não pude ir à consulta, porque estava na UICD com a Mel.)
Sobre estas dores que sinto, ela diz que só evitanto/ controlando a quantidade de gordura que ingiro, é que é as deixo de ter. Contudo no domingo repeti a dose. E doem tanto. Como doem!!! Vão ter que passar também... é uma ordem... :)
Fomos ao jardim zoológico e a criança amou de paixão.
domingo, 17 de agosto de 2008
Sim sou feliz.
Ás vezes pergunto-me se sou feliz e neste preciso momento, posso dizer:
SIM SOU FELIZ!!!
SIM SOU FELIZ!!!
3 º Ano
aqui vou eu.
É verdade, todos os sacrificios foram compensados.
Lembram-se de empreendorismo?
Tive 16! Yesssssssssssssssssssssss!
Na na na na... 3º ano aqui vou eu.
Estou quase, quase a ter o cartuxo na mão!
Comecei a ler o livro:
PS Amo-te
Parece-me muito simpático, vamos ser se vou gostar
É verdade, todos os sacrificios foram compensados.
Lembram-se de empreendorismo?
Tive 16! Yesssssssssssssssssssssss!
Na na na na... 3º ano aqui vou eu.
Estou quase, quase a ter o cartuxo na mão!
Comecei a ler o livro:
PS Amo-te
Parece-me muito simpático, vamos ser se vou gostar
domingo, 29 de junho de 2008
Infértil eu??
Quando casei em 1990, no auge dos meus 20 anos estava longe de pensar no que me estava prestes a acontecer.
Sempre fui saudável. Nunca tinha tido graves problemas, portanto além de casar muito nova eu queria ser MÃE muito nova. Tomei 3 meses a pilula, mas o médico desaconselhou-ma. Óptimo. Eu queria ser mãe. Aproveitaria este revés e iniciaria a minha viagem, que me levaria ao paraíso depois de passar por tantas tormentas.
Na lua de mel comecei a sentir, alguns problemas. Fiz exames e mais exames e nada. Durante um ano, os sintomas vinham mensalmente, dolorosos. Intensos. Diagnósticos? Nenhuns.
Vim depois descobrir, que tinha uma infecção, causada por uma bactéria que se alojava no sangue e cujos sintomas eram infecções urinárias mensais. Por isso nada acusava nas análises à urina. Só um ano depois ma descobriram. Dores mais que muitas.
Bem, como na altura era considerada uma doença crónica, fizeram-me um tratamento a mim e ao meu esposo (fora ele que me infectara) e lá começámos a treinar para a gravidez. Mas esta doença causava danos nas trompas e a equipe médica começava a desconfiar que poderia ter sérios problemas nesta área. Para mim não foi um choque, foi antes sim um alívio, porque finalmente fora descoberto o motivo, da minha não gravidez. Contudo após seis meses, nada fora resolvido. Fui ameaçada no trabalho, de que se faltasse mais vezes para este mesmo assunto, iria ser "despedida" - estava ba altura a fazer um estágio profissional numa prestegiada empresa portuguesa. Falei com o maridão. Ele disse que se o meu desejo era ter filhos, então, o estágio não importaria. Apesar de estar na empresa XPTO e que em termos futuros, me daria um bom curriculo.
Bem. Com tanto impasse, fui a um Médico no Montijo - Dr. Tormenta, que me explicou todos os pormenores, inclusive os estragos que provavelmente já teriam ocorrido em mim. Filhos?? Muito complicado, mas possível.
Entretanto outros sintomas aparaceram. Falei deles à minha médica que entretanto me passara para consultas médicas no hospital. Ela não queria acreditar que estava com esses sintomas e eu vim a descobrir, que seria mais uma revés para uma gravidez.
Descobriu-se que eu tinha endometriose ligeira. http://www.gineco.com.br/endometr.htm
Participei num estudo, em que as minhas análises eram enviadas para a Suiça (acho eu) para se ver a evolução do tratemento. Seis meses de menopausa induzida - http://www.lincx.com.br/lincx/saude_a_z/saude_mulher/endometriose.asp
O que é certo é que fiquei sem os sintomas. Fiz histerossalpingografia, http://www.unifesp.br/grupos/rhumana/hsg.htm e foi diagnosticado lesões ao nível das trompas, mas que a médica esperava ter resolvido, de forma a que pudesse engravidar.
Ela dizia-em sempre que iria engravidar até aos 25 anos. Para mim começava a parecer ser um milagre. Bem comecei a tomar Dufine e a fazer os mapas de temperatura.
E aos meus 25 anos engravidei pela primeira vez. A minha irmã estava grávida e com riscos de aborto. Mas esta gravidez iria correr-lhe bem e nasceria o meu menino o Diogo (ela já tinha perdido dois filhos um ao 3 mês de gestação, que só lhe fora tirado uma semana depois de o saber sem vida e uma menina a nossa Joana Sofia, que nascera de 5,5 meses de gestação, com as dimensões da Barbie, que fora dada como morta à nascença, mas que quando a minha mãe se preparava para ir tratar do funeral a descobrira viva -a minha irmã teve a noticia da morte da filha duas vezes!!!! - Assim Joana sobreviveu 3 semanas, nas quais a minha irmã foi para Almada todos os dias, mas acabaria por falecer devido a multi-falhas.). Bem lá estávamos as duas no nosso estado de graça, mas com poucas esperanças. Fui vista pela médica 2 dias depois da noticia, que me informou que provavelmente iria perder o bebé até quinta feira seguinte. O meu mundo desmoronou. Entratanto piorámos as duas e demos entrata no bloco de partos, numa vil coincidência. Ela conseguiu superar o bebé, e eu fui para casa, para deixar que a natureza prosseguisse o seu papel. Ás 17.00 horas de quinta feira, perdi o meu bebé, a mais dura das dores. Fui ao hospital e disseram-me estar tudo bem, afirmaram que eu estava limpinha e que não precisava de raspagem. Tivera um aborto espontâneo - http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3353&ReturnCatID=690 . Contudo no domingo o meu marido insistiu que eu fosse com ele sair, porque começava a entrar em depressão. Sai, sem vontade e meia hora depois as dores começaram a repetir-se, por volta do meio dia, perdi um embrião. Revoltada fui ao hospital, queria saber respostas, respostas que não me foram dadas. Voltei vazia de mim mesma. Esperei então os 3 meses e voltei à carga. Novas induções a Dufine, novos mapas e gravidez nada. Aos 27 anos fiz uma laporoscopia desta cirurgica - laporoscopia diagnostica p://www.clinicadrmarcelofaria.com.br/Laparoscopia.htm desta vez, removi um mioma pequeno, e descobriu-se que a trompa direita estava melhor que a esquerda, por isso poderia continuar a tentar. Por volta dos meus 28 anos, e já com mais 2 abortos espontâneos não oficiais, porque embora tenha guardado os embriões a médica disse-me que como passara 48 horas estes já não podiam ser observados - ela não estava no hospital e eu não tinha coragem para ir lá com este assunto, uma vez que na altura reinava o Pacto do Silêncio e não erámos compreendidas, optava por esperar até segunda e mostrar-lhe a ela. Depois de perder os embriões ficava sempre bem, porque a natureza expulsava-os completamente. Completamente descrente optei por não tomar mais nada e tentar esquecer o assunto. No dia do meu 28º aniversário, os familiares perguntaram-me se estava grávida. Impossível disse eu. Não tomei os medicamentos e tive o período. 15 dias depois tive hemorragias. Estava no Alentejo a trabalhar. Fui ao hospital. Resultado: gravidez. Chorei. Chorei com tanta alegria, mas o médico pensava que era de tristeza e que não queria o meu bebé. Foi duro comigo. Só lhe consegui dizer que andava em tratamento de infertilidade mas que tinha parado, e que tudo o que mais queria era aquele bebé e que jamais faria algo contra ele. Más impressões à parte, foi depois o meu melhor amigo no mês seguinte. Perguntei-lhe se esta era uma gravidez psicológica, ao que ele me respondera que não. Que era bem real. Procurou o bebé, mas não o encontrou. Ele estava na trompa direita por bem perto do ovário. Eu estava a ter a minha 1ª gravidez ectópica.http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?220 . Chorei. Agora de dor. Dei a noticia ao meu marido, que aguardava noticias desde as 17.00, eram 21.00. Chorámos os dois a nossa dor, à distância de um telemóvel. Foi duro. Tanta expectativa para nada. Quis ir para casa. Não tinha consciência do perigo, mas permaneci no hospital durante um longo mês. Sai de lá sem o meu bebé (pelo qual eu estava disposta a dar a vida, mas o médico negou logo semelhante pensamento, pois o desenvolvimento do bebé não era viável. Mil vezes tinha preferido morrer, do que ficar sem ele.) e muito abaixo psicologicamente, porque no meu quarto, 4 dias após a operação (de barriga aberta, pois as condições eram fracas) que me tirara a trompa e o bebé, foi para lá um recém nascido, o que abalou o meu auto controlo. O médico chegou no exacto momento em que esse descontrolo aconteceu. Chorei, chorei, chorei e já não conseguia dizer nada. Apenas chorar. Ele deu-me um sedativo e quando se apercebeu do que acontecera, deu-me alta, porque eu já me encontrava bem e chamou desumanas às enfermeiras que tinham criado aquele episódio. Sim temos que nos preparar para encontrar grávidas, mamãs e bebés. Mas ali naquele quarto, onde tudo acontecera? Onde passara por 3 semanas, a desejar que um milagre fizesse sobreviver o bebé e depois foram arrancado de mim? Onde apenas existiam 4 paredes e o mundo lá fora parecia quase irreal? Onde todos os dias, me mandavam ter cuidado porque a situação se podia complicar e eu morrer? Ali eu não consegui superar a minha dor. Precisava do meu mundo real. Contudo sai dali a pensar: e se eu tivesse morrido? O que é que era importante para mim realmente? Aquele mês mudaria para sempre a minha vida. Saí dali com o diagnóstico de que não deveria tentar uma próxima gravidez, porque a trompa esquerda estava em muito mau estado. Nova Histerossalpingografia para avaliar os estragos e fui mandada para o HSM. E lá começou um novo ciclo. Fiz uma Inseminação http://www.aborto.com.br/inseminacao/index.htm, da qual resultou mais uma gravidez. Desta vez não fiquei feliz, não consegui. Comecei a perder sangue e fui ao HSM, onde a médica desvalorizou as percas, mas depois da minha insistência mandou-me fazer uma eco dizendo-me que era muito pouco provavel que uma mulher passasse por duas gravidezes ectópicas. Lá fui fazer a eco, e não foi encontrado o bebé no útero. Pedi à técnica que observa-se a minha trompa esquerda, próximo do ovário. E lá estava o meu bebé. Com o seu coraçãozinho a bater. Chorei. Desta vez sabia o que me esperava. Voltei à médica. Marcou-me a Laporóscopia cirurgica para remoção do embrião, lamentando este acontecimento, e dizendo-me que iriam conseguir salvar a trompa. NÃO!!! Disse eu. A trompa sai. Não podia. O meu marido tinha que assinar dizia-me ela. Ok. Então vou-me embora. Não quero saber mais deste assunto. É perigoso. Não pode. Falámos, mas não me demoveu. No dia seguinte lá estava eu e o meu marido, para mais uma vez nos ser retirado o nosso filho! Tinha eu 31 anos!!
Sai 3 dias depois com 3 buraquinhos a mais na barriga e um embrião e uma trompa a menos. Aliás, sem nenhuma delas. Morri ali naquele momento. E foram precisos 3 longos anos, para voltar à vida. 3 meses depois fiz a minha primeira FIV http://www.invitrofertilizacao.com.br/ e não engravidei. Nem podia. Dentro de mim nada existia.
O tempo passou. O sorriso deixou de existir nos meus lábios.
Em 11 anos tanta coisa mudara na minha vida!
Tinha sido infectada com uma infecção complicada, que felizmente e com a medicina moderna estava curada, tinha tido endometriose e estava curada. Tinha tido 5 gravidezes, 3 abortos espontâneos (num dos quais perdera um embrião numa quinta e outro no domingo) e 2 ectópicas. Não tinha as trompas. Tinha um desejo enorme de ter um filho.
Foi-me diagnosticado tristeza crónica. Comecei a falar em divórcio. Afastei-me de todos os meus familiares. Estava pronta para partir. Nada mais importava na minha vida. Contudo o maridão, começou a tentar trazer-me à vida. Incentivou-me a entrar na Universidade porque era um sonho antigo, afastado apenas pelo desejo de ser mãe.
E eu tentei e entrei de imediato. Tinha 33 anos. Começou depois a falar num novo tratamento. E embora eu negasse inicialmente, disse-lhe que só tentaria após um tratamento psicológico. Ele aceitou e assim depois de um ano, comigo já fortalicida, rumámos ao HSM e iniciámos uma nova FIV - Meu Deus ainda me recordo. Andava tão nervosa que até me enganei na medicação, tinha que levar 30 doses/ dia de determinado medicamento e só dei 3. O médico ficou admirado de apesar do engano, os resultados serem belessimos.
Estavamos a caminho de um milagre. O nosso milagre de vida. A minha razão de viver. O meu motivo de sorriso. A minha alegria na vida.
E fui abençoada. Tanto por ela, como pelo dom com que nasceu.
OBRIGADO VIDA. OBRIGADO UNIVERSO. OBRIGADO MARIDÃO. OBRIGADO FILHA. OBRIGADO MEU DEUS.
Sempre fui saudável. Nunca tinha tido graves problemas, portanto além de casar muito nova eu queria ser MÃE muito nova. Tomei 3 meses a pilula, mas o médico desaconselhou-ma. Óptimo. Eu queria ser mãe. Aproveitaria este revés e iniciaria a minha viagem, que me levaria ao paraíso depois de passar por tantas tormentas.
Na lua de mel comecei a sentir, alguns problemas. Fiz exames e mais exames e nada. Durante um ano, os sintomas vinham mensalmente, dolorosos. Intensos. Diagnósticos? Nenhuns.
Vim depois descobrir, que tinha uma infecção, causada por uma bactéria que se alojava no sangue e cujos sintomas eram infecções urinárias mensais. Por isso nada acusava nas análises à urina. Só um ano depois ma descobriram. Dores mais que muitas.
Bem, como na altura era considerada uma doença crónica, fizeram-me um tratamento a mim e ao meu esposo (fora ele que me infectara) e lá começámos a treinar para a gravidez. Mas esta doença causava danos nas trompas e a equipe médica começava a desconfiar que poderia ter sérios problemas nesta área. Para mim não foi um choque, foi antes sim um alívio, porque finalmente fora descoberto o motivo, da minha não gravidez. Contudo após seis meses, nada fora resolvido. Fui ameaçada no trabalho, de que se faltasse mais vezes para este mesmo assunto, iria ser "despedida" - estava ba altura a fazer um estágio profissional numa prestegiada empresa portuguesa. Falei com o maridão. Ele disse que se o meu desejo era ter filhos, então, o estágio não importaria. Apesar de estar na empresa XPTO e que em termos futuros, me daria um bom curriculo.
Bem. Com tanto impasse, fui a um Médico no Montijo - Dr. Tormenta, que me explicou todos os pormenores, inclusive os estragos que provavelmente já teriam ocorrido em mim. Filhos?? Muito complicado, mas possível.
Entretanto outros sintomas aparaceram. Falei deles à minha médica que entretanto me passara para consultas médicas no hospital. Ela não queria acreditar que estava com esses sintomas e eu vim a descobrir, que seria mais uma revés para uma gravidez.
Descobriu-se que eu tinha endometriose ligeira. http://www.gineco.com.br/endometr.htm
Participei num estudo, em que as minhas análises eram enviadas para a Suiça (acho eu) para se ver a evolução do tratemento. Seis meses de menopausa induzida - http://www.lincx.com.br/lincx/saude_a_z/saude_mulher/endometriose.asp
O que é certo é que fiquei sem os sintomas. Fiz histerossalpingografia, http://www.unifesp.br/grupos/rhumana/hsg.htm e foi diagnosticado lesões ao nível das trompas, mas que a médica esperava ter resolvido, de forma a que pudesse engravidar.
Ela dizia-em sempre que iria engravidar até aos 25 anos. Para mim começava a parecer ser um milagre. Bem comecei a tomar Dufine e a fazer os mapas de temperatura.
E aos meus 25 anos engravidei pela primeira vez. A minha irmã estava grávida e com riscos de aborto. Mas esta gravidez iria correr-lhe bem e nasceria o meu menino o Diogo (ela já tinha perdido dois filhos um ao 3 mês de gestação, que só lhe fora tirado uma semana depois de o saber sem vida e uma menina a nossa Joana Sofia, que nascera de 5,5 meses de gestação, com as dimensões da Barbie, que fora dada como morta à nascença, mas que quando a minha mãe se preparava para ir tratar do funeral a descobrira viva -a minha irmã teve a noticia da morte da filha duas vezes!!!! - Assim Joana sobreviveu 3 semanas, nas quais a minha irmã foi para Almada todos os dias, mas acabaria por falecer devido a multi-falhas.). Bem lá estávamos as duas no nosso estado de graça, mas com poucas esperanças. Fui vista pela médica 2 dias depois da noticia, que me informou que provavelmente iria perder o bebé até quinta feira seguinte. O meu mundo desmoronou. Entratanto piorámos as duas e demos entrata no bloco de partos, numa vil coincidência. Ela conseguiu superar o bebé, e eu fui para casa, para deixar que a natureza prosseguisse o seu papel. Ás 17.00 horas de quinta feira, perdi o meu bebé, a mais dura das dores. Fui ao hospital e disseram-me estar tudo bem, afirmaram que eu estava limpinha e que não precisava de raspagem. Tivera um aborto espontâneo - http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3353&ReturnCatID=690 . Contudo no domingo o meu marido insistiu que eu fosse com ele sair, porque começava a entrar em depressão. Sai, sem vontade e meia hora depois as dores começaram a repetir-se, por volta do meio dia, perdi um embrião. Revoltada fui ao hospital, queria saber respostas, respostas que não me foram dadas. Voltei vazia de mim mesma. Esperei então os 3 meses e voltei à carga. Novas induções a Dufine, novos mapas e gravidez nada. Aos 27 anos fiz uma laporoscopia desta cirurgica - laporoscopia diagnostica p://www.clinicadrmarcelofaria.com.br/Laparoscopia.htm desta vez, removi um mioma pequeno, e descobriu-se que a trompa direita estava melhor que a esquerda, por isso poderia continuar a tentar. Por volta dos meus 28 anos, e já com mais 2 abortos espontâneos não oficiais, porque embora tenha guardado os embriões a médica disse-me que como passara 48 horas estes já não podiam ser observados - ela não estava no hospital e eu não tinha coragem para ir lá com este assunto, uma vez que na altura reinava o Pacto do Silêncio e não erámos compreendidas, optava por esperar até segunda e mostrar-lhe a ela. Depois de perder os embriões ficava sempre bem, porque a natureza expulsava-os completamente. Completamente descrente optei por não tomar mais nada e tentar esquecer o assunto. No dia do meu 28º aniversário, os familiares perguntaram-me se estava grávida. Impossível disse eu. Não tomei os medicamentos e tive o período. 15 dias depois tive hemorragias. Estava no Alentejo a trabalhar. Fui ao hospital. Resultado: gravidez. Chorei. Chorei com tanta alegria, mas o médico pensava que era de tristeza e que não queria o meu bebé. Foi duro comigo. Só lhe consegui dizer que andava em tratamento de infertilidade mas que tinha parado, e que tudo o que mais queria era aquele bebé e que jamais faria algo contra ele. Más impressões à parte, foi depois o meu melhor amigo no mês seguinte. Perguntei-lhe se esta era uma gravidez psicológica, ao que ele me respondera que não. Que era bem real. Procurou o bebé, mas não o encontrou. Ele estava na trompa direita por bem perto do ovário. Eu estava a ter a minha 1ª gravidez ectópica.http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?220 . Chorei. Agora de dor. Dei a noticia ao meu marido, que aguardava noticias desde as 17.00, eram 21.00. Chorámos os dois a nossa dor, à distância de um telemóvel. Foi duro. Tanta expectativa para nada. Quis ir para casa. Não tinha consciência do perigo, mas permaneci no hospital durante um longo mês. Sai de lá sem o meu bebé (pelo qual eu estava disposta a dar a vida, mas o médico negou logo semelhante pensamento, pois o desenvolvimento do bebé não era viável. Mil vezes tinha preferido morrer, do que ficar sem ele.) e muito abaixo psicologicamente, porque no meu quarto, 4 dias após a operação (de barriga aberta, pois as condições eram fracas) que me tirara a trompa e o bebé, foi para lá um recém nascido, o que abalou o meu auto controlo. O médico chegou no exacto momento em que esse descontrolo aconteceu. Chorei, chorei, chorei e já não conseguia dizer nada. Apenas chorar. Ele deu-me um sedativo e quando se apercebeu do que acontecera, deu-me alta, porque eu já me encontrava bem e chamou desumanas às enfermeiras que tinham criado aquele episódio. Sim temos que nos preparar para encontrar grávidas, mamãs e bebés. Mas ali naquele quarto, onde tudo acontecera? Onde passara por 3 semanas, a desejar que um milagre fizesse sobreviver o bebé e depois foram arrancado de mim? Onde apenas existiam 4 paredes e o mundo lá fora parecia quase irreal? Onde todos os dias, me mandavam ter cuidado porque a situação se podia complicar e eu morrer? Ali eu não consegui superar a minha dor. Precisava do meu mundo real. Contudo sai dali a pensar: e se eu tivesse morrido? O que é que era importante para mim realmente? Aquele mês mudaria para sempre a minha vida. Saí dali com o diagnóstico de que não deveria tentar uma próxima gravidez, porque a trompa esquerda estava em muito mau estado. Nova Histerossalpingografia para avaliar os estragos e fui mandada para o HSM. E lá começou um novo ciclo. Fiz uma Inseminação http://www.aborto.com.br/inseminacao/index.htm, da qual resultou mais uma gravidez. Desta vez não fiquei feliz, não consegui. Comecei a perder sangue e fui ao HSM, onde a médica desvalorizou as percas, mas depois da minha insistência mandou-me fazer uma eco dizendo-me que era muito pouco provavel que uma mulher passasse por duas gravidezes ectópicas. Lá fui fazer a eco, e não foi encontrado o bebé no útero. Pedi à técnica que observa-se a minha trompa esquerda, próximo do ovário. E lá estava o meu bebé. Com o seu coraçãozinho a bater. Chorei. Desta vez sabia o que me esperava. Voltei à médica. Marcou-me a Laporóscopia cirurgica para remoção do embrião, lamentando este acontecimento, e dizendo-me que iriam conseguir salvar a trompa. NÃO!!! Disse eu. A trompa sai. Não podia. O meu marido tinha que assinar dizia-me ela. Ok. Então vou-me embora. Não quero saber mais deste assunto. É perigoso. Não pode. Falámos, mas não me demoveu. No dia seguinte lá estava eu e o meu marido, para mais uma vez nos ser retirado o nosso filho! Tinha eu 31 anos!!
Sai 3 dias depois com 3 buraquinhos a mais na barriga e um embrião e uma trompa a menos. Aliás, sem nenhuma delas. Morri ali naquele momento. E foram precisos 3 longos anos, para voltar à vida. 3 meses depois fiz a minha primeira FIV http://www.invitrofertilizacao.com.br/ e não engravidei. Nem podia. Dentro de mim nada existia.
O tempo passou. O sorriso deixou de existir nos meus lábios.
Em 11 anos tanta coisa mudara na minha vida!
Tinha sido infectada com uma infecção complicada, que felizmente e com a medicina moderna estava curada, tinha tido endometriose e estava curada. Tinha tido 5 gravidezes, 3 abortos espontâneos (num dos quais perdera um embrião numa quinta e outro no domingo) e 2 ectópicas. Não tinha as trompas. Tinha um desejo enorme de ter um filho.
Foi-me diagnosticado tristeza crónica. Comecei a falar em divórcio. Afastei-me de todos os meus familiares. Estava pronta para partir. Nada mais importava na minha vida. Contudo o maridão, começou a tentar trazer-me à vida. Incentivou-me a entrar na Universidade porque era um sonho antigo, afastado apenas pelo desejo de ser mãe.
E eu tentei e entrei de imediato. Tinha 33 anos. Começou depois a falar num novo tratamento. E embora eu negasse inicialmente, disse-lhe que só tentaria após um tratamento psicológico. Ele aceitou e assim depois de um ano, comigo já fortalicida, rumámos ao HSM e iniciámos uma nova FIV - Meu Deus ainda me recordo. Andava tão nervosa que até me enganei na medicação, tinha que levar 30 doses/ dia de determinado medicamento e só dei 3. O médico ficou admirado de apesar do engano, os resultados serem belessimos.
Estavamos a caminho de um milagre. O nosso milagre de vida. A minha razão de viver. O meu motivo de sorriso. A minha alegria na vida.
E fui abençoada. Tanto por ela, como pelo dom com que nasceu.
OBRIGADO VIDA. OBRIGADO UNIVERSO. OBRIGADO MARIDÃO. OBRIGADO FILHA. OBRIGADO MEU DEUS.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
E o inédito aconteceu!!
... pela primeira vez, assisti à greve dos consumidores! O posto de uma reconhecida marca de gasolina, que é muito frequentado aqui na minha zona, estava às moscas.
COSA MÁ LINDA!!
Inquiri o empregado e ele diz que sim, que se fala em greve, mas que ainda não tinha dado por nada. Curioso eu dei. E só lá fui mesmo, coisa que nunca faço, pk não tinha mais gasolina e tinha o carro carregado de coisas, e a Mel para ir buscar.
VIVA PORTUGAL.
COSA MÁ LINDA!!
Inquiri o empregado e ele diz que sim, que se fala em greve, mas que ainda não tinha dado por nada. Curioso eu dei. E só lá fui mesmo, coisa que nunca faço, pk não tinha mais gasolina e tinha o carro carregado de coisas, e a Mel para ir buscar.
VIVA PORTUGAL.
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